Sérgio Cabral garante que não vai interferir no governo de Pezão

Ex-governador esteve nesta quinta-feira na posse de seu sucessor e falou sobre o futuro

Por O Dia

Rio - O ex-governador Sérgio Cabral roubou a cena na cerimônia de posse de Luiz Fernando Pezão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Reverenciado pelo presidente da Casa, deputado Paulo Melo, que presidiu a sessão, foi o mais aplaudido pelos presentes. Mais até que o governador reeleito. Na saída, sorridente, atendeu a todos com uma simpatia que havia sumido desde os protestos de junho de 2013.

GALERIA: Governador Luiz Fernando Pezão é empossado

"É muito emocionante na vida pública conquistar amigos e parceiros. Até deputados de oposição que no dia a dia fazem críticas estavam ali reconhecendo o nosso trabalho. É muito prazeroso. Mas o mais prazeroso foi a aprovação do nosso governo pela população, que reelegeu o Pezão", disse Cabral.

O ex-governador Sérgio Cabral foi ovacionado pelo plenário durante a posse de seu sucessor Luiz Fernando Pezão. Ele garante que não vai interferir no novo governoBruno de Lima / Agência O Dia

Questionado sobre seu papel no governo que se inicia, o ex-governador garantiu que não vai interferir nas decisões de Pezão.

"Ele tem personalidade própria, opinião própria, vida própria. Nem no meu governo a relação foi de subordinação, não vai ser agora, que ele tem a caneta na mão (risos)", brincou. "Não tenho nenhuma pretensão de ser conselheiro porque estamos muito bem entregues. Serei apenas companheiro, não vai ter nada de interferência porque isso não é bom para ninguém. Nunca fui assim", garantiu.

Sobre os desafios que seu sucessor enfrentará nos próximos quatro anos, Cabral garantiu que o principal continuará sendo a segurança pública.

"Ela é a mãe de todas as outras políticas públicas. É a segurança que determina as condições para que a saúde, a educação, a mobilidade urbana funcionem bem. Aqui e em qualquer lugar do mundo, mas sobretudo aqui. Apesar de termos reduzido de maneira recorde as taxas de homicídio, ainda morre muita gente assassinada no Rio de Janeiro", admitiu.

A imagem abalada pelos protestos de 2013 fez com que o ex-governador desistisse de concorrer ao Senado no ano passado. E, por enquanto, garantiu que será apenas um articulador político dentro do PMDB do Rio, visando as eleições de 2016.

"Tenho conversado com os companheiros, que me querem por perto trocando ideias. Temos grandes desafios na eleição de 2016, não só na capital, mas em todo o estado. O PMDB reúne em torno dele diversos partidos e estas pessoas me procuram para que eu desempenhe um papel de colaboração, de construção de novos nomes, porque é preciso haver renovação. É isso que vou fazer", explicou.

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