Por nicolas.satriano
Rio - Um jovem homossexual acusa o dono de um bar em Nova Iguaçu, de ter lhe ameaçado com uma arma apontada para o peito. O motivo seria um beijo dado em outro rapaz na porta do estabelecimento, domingo. O estudante de Ciências Sociais Vinícius Vieira, de 20 anos, alega que foi ofendido e expulso do local junto com seus amigos. Sexta-feira, um grupo realizará um “beijaço” na porta do bar, no Centro de Nova Iguaçu, em repúdio contra a homofobia.
Vinícius disse que um de seus amigos da faculdade decidiu ir embora no início da madrugada, e que eles se beijara do lado de fora do bar Point da Moto. Momentos depois, o dono do bar os abordou. “Demos um beijo espontâneo. Foi na rua, não dentro do bar. O cara se sentiu incomodado, disse que não aceitava aquilo. Nós rebatemos, ele sacou uma arma e apontou para o meu peito”, contou o estudante.
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Segundo a versão de Vinícius, ele e o grupo ouviram ofensas homofóbicas. Pessoas que estavam próximas se solidarizaram e também deixaram o local. Os donos do bar teriam fechado o estabelecimento após o episódio. “Foi um atentado contra a minha vida porque sou homossexual. Mas não deixarei de ser”, afirmou o universitário, que registrou queixa na 52ª DP (Nova Iguaçu). A Polícia Civil informou que o dono do bar será chamado a depor. Os investigadores ainda vão checar se o fato foi registrado por câmeras do local. O dono do estabelecimento foi procurado, mas não respondeu ao DIA.
Amigos de Vinícius marcaram protesto pela internet, o ‘Beijaço solidário contra a homofobia’, para às 20h de sexta-feira. A Associação de Gays e Amigos de Nova Iguaçu e Mesquita informou que o crime tem crescido na cidade e que já havia sido procurada por um casal de meninas após terem sido retiradas do mesmo bar. A presidente Marisa Justino lembrou que, há um mês, dois travestis foram assassinados.
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