Manifestantes fecham a Presidente Vargas em ato contra aumento da passagem

Desde o dia 2 de janeiro, tarifa passou de R$ 3 para R$ 3,40; reajuste motivou ação do MP e auditoria do TCM

Por O Dia

Rio - Cerca de 500 manifestantes participam do terceiro ato contra o aumento da passagem no Rio, que começou por volta das 17h desta sexta-feira, na Cinelândia. Os ativistas ocuparam a pista central da Avenida Presidente Vargas, no sentido Praça da Bandeira. Três viaturas da Polícia militar acompanharam a manifestação.

Por volta das 19h20, o MetrôRio informou que os acessos Ministério do Exército e Campo de Santana, da Estação Central, foram fechados devido à manifestação. Por volta das 20h10, foi liberada a pista lateral da Avenida Presidente Vargas, após interdição na altura da Cidade Nova. Neste momento, os manifestantes estão na Central do Brasil. As interdições provocaram lentião na Radial Oeste, na Francisco Bicalho, no Largo do Estácio, na Avenida Paulo de Fronti e no Viaduto 31 de Março.

Manifestação reuniu 500 e terminou na PrefeituraFernando Souza / Agência O Dia

Por volta das 20h30, quando a manifestação terminava, um grupo de 50 mascarados decidiu retornar até a Central do Brasil. Após um princípio de tumulto, a Polícia Militar usou spray de pimenta para dispersar os ativistas. Ninguém foi detido.

Desde o dia 2 de janeiro, a tarifa, que era de R$ 3, foi reajustada e passou para R$ 3,40. O evento foi organizado pelo movimento Passe Livre do Rio de Janeiro e tem mais de 5 mil pessoas confirmadas.

Último protesto, no dia 9, reuniu mais de mil manifestantes no Centro do RioPaulo Araújo / Agência O Dia

No último dia 9, cerca de mil manifestantes participaram do protesto contra o reajuste, que também começou às 17h. Eles se concentraram em frente à Câmara dos Vereadores do Rio e seguiram pelas vias do Centro, ocupando a Avenida Presidente Antônio Carlos. O grupo seguiu até a Central do Brasil onde tentou pular as roletas da estação para fazer um 'catracaço', mas a açãofoi impedida por fiscais da SuperVia. 

Manifestantes protestam contra aumento da passagem e tentam 'catracaço' na Central

Pelo menos sete viaturas do Batalhão de Choque (BPChq) se deslocaram para o local. Outros 100 PMs estiveram no interior da Central. Muitos comerciantes fecharam as portas. Porém, não houve registro de confrontos. 

MP move ação para suspender cobrança

O aumento não desagradou só aos usuários: questionando o reajuste, o Ministério Público do Rio moveu uma ação contra os consórcios que exploram o transporte. Segundo o promotor Rodrigo Terra, responsável pelo processo, o contrato entre o município e as empresas previa aumento para R$ 3,20. Por isso, o MP entrou com um pedido de liminar para suspender a cobrança do valor. A Justiça negou o pedido e o órgão já recorreu da decisão. O recurso está na 20ª Câmara Cível do Rio. 

Na decisão judicial, proferida em plantão judiciário, o magistrado alegou que, antes do posicionamento da Justiça, a prefeitura deveria se manifestar, justificativando as razões para o valor do aumento. Procurado, o MP não informou sobre as novas medidas a serem adotadas no processo. 

TCM abre auditoria para analisar aumento de passagem

Além disso, o Tribunal de Contas do Município (TCM) abriu uma auditoria para analisar o aumento de 40 centavos na passagem. O órgão vai apurar se houve desobediência aos contratos.

Últimas de Rio De Janeiro