Especialistas comentam aumento do número de roubos de cargas e celulares

Pesquisa do ISP indica que registros de crimes quase dobraram quando comparados os meses de dezembro de 2013 e 2014

Por O Dia

Área com maior registro com roubo de cargas é a mesma que atua o traficante mais procurado do Rio: PlayboyDivulgação

Rio - Os casos de roubos de celulares, carga, pedestres e de rua, aumentaram em dezembro do ano passado em comparação ao mesmo mês de 2013, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). No último mês, foram registrados 761 roubos de celulares no estado, contra 436 no mesmo período de 2013. O número corresponde a aumento de 74,5%.

“A febre do celular com Internet atingiu todas as classes e idades, e o pivete, agindo em grupo, rouba o aparelho para vender no camelô ou até para usar. Há um mercado negro que compra o aparelho num valor mais baixo”, analisou o fundador do Bope e especialista em segurança, Paulo Amêndola.

O que mais chamou atenção na pesquisa foi o excesso de roubos de cargas: 87,4% a mais de registros. Se em dezembro de 2013 ocorreram 420 casos, no mesmo período de 2014 o número quase dobrou: 787. “Há duas hipóteses: traficantes estão migrando para a prática deste crime ou quadrilhas de outros estados estão agindo no Rio”, acredita o especialista em segurança Paulo Storani.

Só na área da 39ª DP (Pavuna) , foram registrados 63 roubos de carga no mês de dezembro de 2014. A região é conhecida como reduto de Celso Pinheiro Pimenta, "Playboy", apontado pela Polícia Civil como mentor de quadrilha responsável por diversos roubos de cargas na localidade.

Também segundo dados do ISP, os casos de desaparecidos caiu 55% (483 em 2013 – 217 em 2014), e crimes de homicídios (461 em 2013 – 407 em 2014) e autos de resistência também reduziram em 5 casos (43 em 2013 – 38 em 2014).






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