Subsecretário de Pezão já foi barrado pela Lei da Ficha Limpa

Marcelo Santos Amorim foi condenado em 2008 por compra de votos e hoje atua na Subsecretaria de Comunicação Social

Por O Dia

Rio - Nomeado para cargo de subsecretário no governo do Rio, Marcelo Santos Amorim foi impedido de disputar a eleição de 2012 com base na Lei da Ficha Limpa — ele fora condenado por compra de votos em 2008.

Em 2013, Marcelinho, como é conhecido, foi obrigado pela Justiça a completar o pagamento do aluguel de salão em Volta Redonda que utilizou num evento. Ele é namorado de Luiza, sobrinha de Maria Lúcia, mulher de Pezão. Ela morou muitos anos com a tia e o governador, que, na posse, a chamou de “sobrinha querida”.

Só fichas limpas

A Constituição estadual proíbe contratar para cargos de confiança quem, pela legislação eleitoral, não tiver ficha limpa.

Nomeação legal

Segundo o governo, a nomeação de Marcelinho é legal. Alega que ele não foi punido com “pena de inelegibilidade” e que o Supremo Tribunal Federal decidiu que os efeitos da condenação (ocorrida antes da Lei da Ficha Limpa) seriam válidos por apenas três anos. Ressalta também que Luiza não é parente de Pezão.

Decisão provisória

Ao impedir Marcelinho de ser candidato a vereador em Volta Redonda, a Justiça Eleitoral afirmou que a sentença anterior acolhera a “pretensão de inelegibilidade”. A decisão do STF citada pelo governo não é definitiva: trata-se de liminar, concedida no último dia 8, na Ação Cautelar 3786, que garante a posse de um prefeito.

Eventos

Subsecretário da Subsecretaria de Comunicação Social, Marcelinho, que atuou na campanha de Pezão, disse ao Informe que ninguém no governo perguntou se ele havia sido condenado. Afirmou ter feito acordo para quitar a dívida relativa à festa. No governo, ele terá a função de organizar eventos.

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