Parentes de vítima de bala perdida pedem paz e fim dos tiroteios no Rio

Adriene Solan do Nascimento foi atingida enquanto tentava defender o filho, segundo o irmão dela, Alexandre Solan

Por O Dia

Rio - Protestos marcaram o enterro de mais uma vítima da violência, Adriene Solan do Nascimento, de 21 anos. Ela foi atingida no tórax domingo, após confronto entre traficantes e policiais na Rocinha. Familiares exibiram cartazes e soltaram fogos contra a rotina vivida por moradores da comunidade.

De acordo com o irmão da vítima, Alexandre Solan, Adriene teria sido atingida quando tentava defender o filho. “Ela foi baleada com o filho de 1 ano e 6 meses no colo. Levou o tiro para ele não ser atingido”. Durante a cerimônia, realizada no Cemitério São João Batista, em Botafogo, os parentes também criticaram a rotina de tiroteios na Rocinha. “Precisamos de trabalho social, não só de armas. Hoje foi a minha irmã. Amanhã pode ser outra pessoa.”

Adriene Solan do Nascimento%2C de 21 anos%2C foi atingida por uma bala perdida durante confronto entre PMs e traficantes na Rocinha. Ela morreu no Hospital Miguel CoutoReprodução Facebook

Segunda-feira à noite, um adolescente de 16 anos foi baleado durante troca de tiros entre traficantes e policiais da UPP da Fazendinha, no Complexo do Alemão. Ele foi a 18ª vítima de bala perdida em 11 dias. Ontem, as trocas de tiros voltaram a assustar moradores do conjunto de favelas. O teleférico teve que ser desligado após confronto entre policiais da UPP Nova Brasília e bandidos. Pouco depois, uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (Bope) trocou tiros com traficantes na Pedra do Sapo. Em ambos os casos, os suspeitos conseguiram fugir. O policiamento está reforçado na região.

Últimas de Rio De Janeiro