Por adriano.araujo

Rio - Foi aberto um inquérito para apurar a ação que terminou com o policial civil Carlos Diego, da 90ª DP (Barra Mansa), baleado por um PM de São Paulo na noite da última terça-feira. Confundido com um sequestrador, o agente ferido participava de uma operação comandada pelos delegados Ronaldo Brito e Michel Floroschk para estourar uma refinaria de cocaína, que começou em Resende, no Sul do estado, e teve desfecho no município de Pindamonhangaba, na região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo, com três prisões.

De acordo com a Polícia Civil, o chefe da quadrilha, Denilson Benaqui Cortat, conhecido como “Carvoeiro”, e Gilberto Bustamante, o “Coroa”, foram presos com 27 quilos de cocaína e seis quilos de crack próximo do pedágio de Itatiaia. Eles confessaram aos policiais que a droga era refinada em Pindamonhangaba e levaram os agentes até o local, uma propriedade rural.

Wallace dos Santos Lostas (esquerda) foi preso na refinaria em Pindamonhangaba%2C interior de SP%3B Carvoeiro e Coroa%2C presos em Itatiaia%2C levaram polícia do Rio até o localDivulgação

Com a chegada dos policiais na refinaria junto com Carvoeiro e Coroa, foi encontrado Wallace dos Santos Lostas, que foi preso em flagrante. O material apreendido para o refino poderia produzir cerca de 180 quilos de cocaína. No momento em que os agentes vasculhavam a casa, policiais militares chegaram ao local após denúncia de roubo a residência, por volta das 18h30.

Outros agentes do Rio teriam saído da residência para procurar sinal de telefone celular. Foi quando os PMs de São paulo chegaram. Ao avistar um homem armado, um dos policiais da cidade entrou na casa e mandou o agente do Rio largar a arma e botar a mão na cabeça. Carlos Diego não teria obedecido e, ainda sem se identificar como agente, teria apontado a arma para o policial militar, que atirou contra agente na região do abdômen.

"Os policiais disseram ter avistado um homem empunhando uma arma, três pessoas sentadas no chão com as mãos para trás, sendo dois homens e uma mulher, e um veículo ligado dentro da garagem", informou a Polícia Militar de São Paulo. "No decorrer do período, outros policiais do Rio chegaram e disseram que se tratava de uma operação", completou a nota da PM.

Carlos foi levado para o Pronto Socorro da cidade e em seguida para a Santa Casa de Misericórdia do município, onde passou por cirurgia e permanece com quadro estável. A arma do PM de SP não foi recolhida e a arma do baleado foi entregue ao delegado do Rio, junto com a droga apreendida.

Além do procedimento administrativo para investigar a ação do policial, foi feito boletim de ocorrência por disparo de arma de fogo. O confronto entre policiais está sendo investigado pelo 1º Distrito Policial de Pindamonhangaba. O PM foi liberado após depor. Os criminosos foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico de drogas. As polícias vão investigar as falhas ocorridas na operação.

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