Por nicolas.satriano

Rio - No estado que tem um dos maiores números de policiais mortos em confrontos, uma decisão da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro (Seseg) provoca polêmica. O órgão suspendeu a licitação para a compra de 3.722 coletes à prova de balas. Todos seriam usados por policiais do sexo feminino. O pregão eletrônico deveria ter ocorrido no dia 14 de novembro do ano passado. Segundo a secretaria, ainda não há nova data para ocorrer a licitação.

Por nota, o órgão informou que “o pregão foi cancelado porque as empresas que se candidataram solicitaram mais informações técnicas”. O lote que seria comprado previa 2.305 coletes balísticos para a Polícia Civil e 1.417 para a Polícia Militar.

Na justificativa descrita no edital da licitação, a secretaria diz que para “os profissionais de segurança, suscetíveis a projéteis de armas de fogo, facadas e golpes, o colete balístico é imprescindível e perpassa por todos os tipos de atividade operacional”.

Mas não é exatamente assim que funciona sempre. Policiais ouvidas por o DIA reclamaram que estão usando coletes de janeiro de 2008. O prazo de validade é de cinco anos, o mesmo que está sendo exigido no lote que o estado iria comprar.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio de Janeiro (Sinpol), Leonardo Motta, se mostrou surpreso com a suspensão da concorrência. “A gente vê isso com muita apreensão e sugerimos que a policial que não se sentir segura não vá para a atividade de campo. Vamos ficar de olho nessa questão”, afirmou ele.

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