Por nicolas.satriano

Rio - Depois de eleger nesta segunda-feira Jorge Picciani à presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o dia foi novamente movimentado na Casa, onde deputados protocolaram na tarde desta terça-feira diversos pedidos de aberturas de Comissão Parlamentar de Inquérito. Entre os temas, privatização Maracanã, prejuízo do Estado com a má gestão dos recursos da Petrobras nos últimos dez anos e a crise hídrica do Rio. A primeira é de autoria do deputado Marcelo Freixo (PSol) e as duas últimas de Luiz Paulo (PSDB). 

"A dificuldade de instalar essa CPI vem do fato de que, com certeza, vai resvalar no governo. Essa ideia dos altos preços dos ingressos, dos setores caros, tem a ver com o tipo de cidade que estamos construindo. Quero ver que contrato é esse" questionou Marcelo Freixo, fazendo referência à participação da empresa de Eike Batista, IMX, no consórcio que hoje administra o estádio do Maracanã.

Já o tucano Luiz Paulo, foi enfático ao dizer que "a CPI da Petrobras não é para investigar a Petrobras. Isso é responsabilidade do Congresso Nacional. O que é abordado são os processos de gestão que atrapalham o Rio de Janeiro". E continou: "Vamos investigar as perdas sociais, econômicas e financeiras do Rio em função da precária gestão da Petrobras nos últimos dez anos. Veremos quanto perdemos em reais, para propor algum plano de recuperação". 

Agora, os pedidos seguem para a mesa do presidente da Casa, Jorge Picciani, que vai decidir junto aos líderes de bancadas quais os pedidos de CPI terão continuidade. Para cada protocolo são necessárias 24 assinaturas. Durante a sessão realizada nesta terça-feira, Freixo ainda buscava assinaturas para protocolar a CPI do Maracanã e conseguiu, já no fim da tarde, as 24 assinaturas necessárias para dar entrada no pedido. 



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