Por nicolas.satriano

Rio - O Carnaval deste ano, definitivamente, não será como aquele que passou. Pelo menos para o bloco dos políticos foliões. A crise financeira no governo do estado, que fez enxugar as contas públicas, chegou à Sapucaí. O camarote do governador Luiz Fernando Pezão vai receber pelo menos 100 convidados a menos do que em 2014, que quase chegou a sua lotação máxima: 400, nos dois dias. Número tão baixo assim só aconteceu em 2009, quando o então presidente Lula esteve no Rio para assistir aos desfiles.

Na ocasião, para manter sua privacidade, o número de convidados caiu para 60 por noite. Oficialmente, o Palácio Guanabara não explica o motivo. Mas, nos bastidores, fala-se que a contenção, além de ser uma necessidade real —por causa da falta de caixa — seria uma medida que antecipa possíveis questionamentos sobre a gastança no Sambódromo. Quem passar pelo crivo do cerimonial do governo não terá do que reclamar:além da vista privilegiada — o camarote fica no recuo da bateria —, o regabofe é dos melhores: bebidas e bufê de primeira qualidade liberada a noite toda.

Pezão%2C Paes e as primeiras-damas%2C na Sapucaí%2C em 2014%3A arrocho este anoDivulgação

A lista com os seletos convidados só será fechada na semana que vem, quando ocorrem também os desfiles das escolas de samba da Série A e do Grupo Especial. Por ora, já se sabe que a presença de ministeriáveis será escassa — ou nula, como apostam alguns parlamentares de oposição ao governo. O ministro do Esporte, George Hilton, contrariando as expectativas de que viria à cidade sede dos próximos Jogos Olímpicos, já confirmou que não vai comparecer. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, ainda não se decidiu.

Já nos camarotes da prefeitura e da Câmara de Vereadores o esquema não deve sofrer alterações em relação a 2014. No caso do Legislativo municipal, a oposição — formada pelo Psol — e vereadores como Teresa Bergher (PSDB) já disseram que não vão aceitar os convites — dois por noite — disponibilizados. O bufê também continua uma incógnita. Não se sabe ainda se haverá um rateio entre os parlamentares foliões para pagar a despesa de comes e bebes. Segundo a Casa, essa decisão só será resolvida na próxima semana.

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