Por paloma.savedra

Rio - Apesar de sair todo mês de maio no calendário oficial, a Marcha da Maconha vai tomar as ruas do Centro do Rio nesta sexta-feira, em uma 'edição especial'. O evento especial, marcado para as 16h, foi organizado por conta da bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE). Segundo os organizadores, o objetivo é levantar o debate da legalização da droga e conseguir mais adeptos para a causa.

'Marcha da Maconha especial na Uruguaiana' é o nome do evento, com concentração na Avenida Presidente Vargas, na altura da estação de metrô Uruguaiana. A escolha do local foi inspirada e em 'homenagem' ao Uruguai, que já legalizou e regulamentou a comercialização da droga. "O Uruguai é aqui", escreveram participantes na página do evento no Facebook.

A edição de hoje foi organizada pela Renca (Rede Nacional de Coletivos e Ativistas pela Legalização da Maconha) e também lembrará o aniversário de 70 anos do nascimento de Bob Marley. "Fazer uma edição durante a bienal é interessante porque o evento reúne jovens do Brasil inteiro, e essa atividade pode atingir pessoas de lugares onde a marcha não existe", declarou o vereador Renato Cinco (Psol), à frente da marcha no Rio, desde 2002. "Pedimos a legalização porque a proibição não funciona e não é capaz de proteger as pessoas do abuso de drogas. Ainda provoca violência, corrupção e a existência de um mercado fora de controle", completou. 

Ele acredita que a mobilização - que ocorre em maio em diversas capitais do país e do mundo - colocou o debate em pauta. "Trouxemos a primeira marcha em 2002, e acho que já tivemos um avanço. Na época, não se falava tanto na legalização. Agora, o debate entrou na agenda dos candidatos, muitos se posicionando contra e outros a favor, mas todos sendo obrigados a se posicionar", declarou. 

A marcha foi criada na década de 90, em Nova York, e, desde então, a mobilização passou a acontecer em diversas capitais de 40 países.

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