Frescobol se torna patrimônio cultural imaterial da cidade do Rio de Janeiro

Jogo completa 70 anos e se firma parte do 'estilo de vida' do carioca e totalmente associado à paisagem das praias

Por O Dia

Maria Milward%2C 18%2C elogia a iniciativa%3A “Vai incentivar a prática” João Laet / Agência O Dia

Rio - O frescobol, um esporte que tem a cara do Rio, está oficialmente declarado pela prefeitura como patrimônio cultural imaterial da cidade. Criado há 70 anos, foi reconhecido pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade como parte do “estilo de vida” do carioca e totalmente associado à paisagem das praias.

“Ao mesmo tempo em que o frescobol é um esporte, um lazer, também é uma reunião social”, diz O presidente do instituto, Washington Fajardo. Segundo ele, no ano de comemoração dos 450 anos do Rio é necessário preservar ainda mais a memória cultural carioca.

O frescobol foi inventado em 1945, nas areias da Praia de Copacabana, no trecho conhecido como Posto 2,5, localizado entre a Rua Duvivier e o Copacabana Palace. Apesar do novo status, as regras para o convívios dos praticantes com os banhistas não mudam. Desde 2009, o frescobol não pode ser praticado na beira do mar entre 8h e 17h.

A estudante Maria Milward, de 18 anos, adepta do esporte, elogiou a iniciativa. “Acho que um título importante como esse vai incentivar e despertar a curiosidade das pessoas para a prática do frescobol”, justifica Maria. Ela conta que foi o amigo belga, Diego Debruyn, também de 18 anos, que a fez gostar do esporte. “É uma atividade que ajuda a manter a forma e ativa o raciocínio rápido”, opina.

Por falar em praia, os vendedores de mate e biscoitos de polvilho também já estavam na lista do patrimônio cultural imaterial da cidade, assim como a festa de Iemanjá. A relação conta ainda com as marchinhas e os blocos carnavalescos Cordão da Bola Preta e Cacique de Ramos, a obra literária de Machado de Assis e a procissão de São Sebastião.

Reportagem de Daiene Mendes

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