Por paloma.savedra

Rio - Um princípio de tumulto foi registrado durante o ato dos operários da Alumini - empresa contratada para as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) - em frente à Petrobras, na Avenida Chile, nesta terça-feira. PMs atiraram uma bomba de efeito moral para conter um manifestante que tentou entrar na sede da estatal. Além disso, o Batalhão de Choque, que também está no local, apreendeu um artefato com um dos trabalhadores. 

Protesto de operários do Comperj fecha Ponte Rio-Niterói

Manifestantes seguraram cartazes e gritaram palavras de ordem pedindo o pagamento das dívidas da Alumini e da Petrobras aos trabalhadoresPaulo Carneiro / Agência O Dia

Os operários, que protestam contra a falta de pagamento de salários e benefícios, ameaçam acampar no local caso as reivindicações não sejam atendidas. O grupo, que fechou por mais de duas horas a Ponte Rio-Niterói no início desta tarde, afirma ainda que vai parar a Avenida Brasil e o Sambódromo no Carnaval se não for atendido. Eles pretendem ser atendidos por representantes da estatal ainda nesta terça-feira. 

Com nariz de palhaço, o grupo de operários colocou ainda um caixão em frente à porta da Petrobras e vestiu um boneco com o uniforme da empresa. Os manifestantes gritaram palavras em protesto ao atraso dos pagamentos.

Manifestantes protestam em frente à Petrobras

Segundo a presidente do Sindipetro (sindicato dos trabalhadores da indústria do petróleo), Natalia Russo, o objetivo do ato é pressionar a Alumini a quitar as dívidas e impedir que a Petrobras recorra da decisão da Justiça Trabalhista, de quinta-feira, que determinou o pagamento imediato. De acordo com o TRT, caso a empresa terceirizada não arque com as dívidas, a estatal deverá pagar o montante. 

Policiais militares bloquearam a entrada da sede da Petrobras%2C na Avenida Chile%2C Centro do Rio%3B do outro lado da via%2C Batalhão de Choque também acompanhava manifestaçãoReuters

"Os trabalhadores foram desrespeitados. Estamos aqui para conseguir o mínimo, pelo direito de sobreviver. Nossa luta é para que a Petrobras não entre com recurso no TRT e as dívidas sejam pagas logo", declarou Natalia. O sindipetro distribuiu ainda água mineral e 300 quentinhas aos manifestantes. 

Operários fecharam a Ponte e vias do Centro do Rio

Depois de protestarem na Ponte Rio-Niterói e fecharem a via por mais de duas horas, os manifestantes da empresa Alumini, que trabalham nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, seguiram em direção à Petrobras, na Avenida Chile.

Durante o ato, um operário que participou da passeata na Ponte passou mal e foi socorrido por PMsPaulo Carneiro / Agência O Dia

Inicialmente, somente a pista sentido Rio tinha sido fechada, sendo o sentido contrário interditado posteriormente a pedido da Polícia Federal por medida de segurança. Às 13h35, o sentido Niterói voltou a ser liberado. Os manifestantes teriam chegado ao local em dois ônibus e descido na altura do vão central. Por conta da passeata, a Secretaria de Estado de Transportes determinou reforço no serviço de barcas para atender à população. A medida será mantida até a liberação do fluxo de veículos na ponte.

Os manifestantes andaram ainda por volta das 14h30 pela Avenida Brasil e fecharam a pista lateral da via. Eles seguiram pela Avenida Francisco Bicalho, que ficou parcialmente interditada, no sentido Centro. A pista central da Avenida Presidente Vargas, sentido Candelária, também foi bloqueada por causa da passeata.

Por conta do fechamento, o trânsito deu um nó na Zona Portuária, Centro do Rio, Centro de Niterói e na BR-101. A Avenida Brasil teve reflexos nas pistas sentido Centro, até a altura de Manguinhos. Na Linha Vermelha, o trânsito no sentido Centro ficou parado desde a Maré. No Viaduto do Gasômetro, o trânsito também parou desde a Rodoviária Novo Rio.



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