Por nicolas.satriano

Rio - Dívidas trabalhistas do Estado do Rio que se arrastam há 15 anos com ferroviários levaram o Tribunal Regional do Trabalho a determinar a penhora dos 14 novos bondes de Santa Teresa. A decisão foi tomada em janeiro em favor da ação movida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil. O montante chega a R$ 78 milhões, que beneficiariam 2,6 mil trabalhadores.

“Lamentamos que seja com o bondinho de Santa Teresa, mas precisamos receber nosso direitos. O estado que nos pague e evite a penhora”, sugeriu o presidente do sindicato, Valmir de Lemos.

A Secretaria de Estado de Transportes informou que não havia sido notificada da ordem de penhora e que a Procuradoria Geral do Estado entrará com recurso conta a decisão. Segundo a nota da secretaria, os bondes não são de propriedade da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), a ré do processo. No entender da secretaria, os bondes são destinados ao serviço público, portanto, impenhoráveis.

Antes de recorrer, o estado está proibido pelo TRT de testar os novos bondes. Caso descumpra a decisão, A Central será multada em R$ 10 mil por dia de teste dos veículos novos. A Procuradoria Geral do Estado tem até cinco dias para recorrer a partir da ciência do caso. Se a dívida não for paga ou o recurso impetrado, o leilão dos bondes será marcado. “Lamentamos a decisão porque vai atrasar mais ainda o processo. O estado deve recorrer e a Justiça é lenta. É mais um desses incidentes que perseguem o nosso bonde”, criticou Jacques Schwarzstein, presidente da Associação de Moradores de Santa Teresa.

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