Polícia Rodoviária Federal promete reforço no efetivo contra atos na Ponte

Patrulhamento terá 200 homens em estradas do estado. AGU quer sanções contra sindicatos que organizaram passeata

Por O Dia

Rio - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) irá reforçar o efetivo na Ponte Rio-Niterói para evitar manifestações como a de terça-feira, quando as pistas foram interditadas por protesto de trabalhadores terceirizados do Comperj.

Ao todo, 200 homens, incluindo o contingente para o Carnaval, farão o patrulhamento na via e em outras estradas federais do estado. Já a Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou uma ação de interdito proibitório contra dois sindicatos que atuam no complexo. Caso consiga a liminar, sanções penais estão previstas aos representantes das classes, em caso de novos atos em trechos federais.

Nesta quarta-feira, durante um encontro entre representantes do governo do estado, da Polícia Militar, da PRF e da concessionária que administra a via, foram abordadas sugestões para minimizar os prejuízos diante de episódios semelhantes. Entre as opções na criação de um protocolo, estão a utilização de pistas reversíveis e a rápida comunicação do fato a todos os órgãos envolvidos.

Protesto de funcionários do Comperj fechou a Ponte Rio-NiteróiFoto%3A Alessandro Costa / Agência O Dia

“A ideia é abrir uma reversível para escoar o trânsito, e já estamos conversando com a concessionária para saber onde ficarão esses pontos. Além disso, no trabalho conjunto com os municípios, vamos agilizar o fechamento dos acessos da ponte. Por último, nossa integração com a Polícia é para acioná-los de imediato”, informou o superintendente da PRF, inspetor José Roberto de Lima.

A PRF reconheceu uma falha de comunicação no processo, mas garantiu que o procedimento de segurança, devido à complexidade, foi realizado da melhor forma possível.

“Nossa ação foi de acordo com os protocolos internacionais. Nossa equipe seguiu esses planos de forma correta. Nosso reforço para evitar novas ações ficará no Rio por tempo ainda indeterminado”, garantiu a diretora geral da Polícia Rodoviária Federal, Maria Alice Nascimento Souza.

Além da ação da AGU, o Ministério Público Federal instaurou um Inquérito Civil Público para identificar os envolvidos no episódio. Pelo menos seis pessoas já foram convidadas a prestar esclarecimentos, além dos presidentes do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Manutenção e Montagem Industrial do Município de Itaboraí e do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com os procuradores, “é necessário apurar a responsabilidade desse ato, que pode ter violado o direito de ir e vir dos cidadãos”.

PRF tem déficit de agentes

A diretora geral da PRF, Maria Alice Nascimento Souza, e o governador, Luiz Fernando Pezão, informaram que, em breve, o efetivo de agentes no Rio deve ser ampliado. “Há uma defasagem do efetivo da PRF e já estamos cobrando uma reposição de agentes”, disse Pezão.

O protesto de 200 trabalhadores fechou os dois sentidos da Ponte por mais de três horas na quarta, o que resultou em vários pontos de congestionamento no tráfego em Niterói e na capital. Os manifestantes marcharam do vão central ao prédio da Petrobras, no Centro do Rio.

O grupo, que está com salários atrasados há 40 dias, prometeu acampar hoje em frente ao prédio da Petrobras, no Centro.

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