Ex-ator Guilherme de Pádua nega que tenha perseguido a ex-mulher

Mãe de Paula Maia, no entanto, o considera 'uma ameaça' à filha; Ex-ator diz que fez o que pode para evitar o fim da união

Por O Dia

Guilherme de Pádua%3A “Ela carregou uma cruz que não era dela”Reprodução

Rio - O ex-ator Guilherme de Pádua, condenado a 19 anos e meio de prisão pelo assassinato da atriz Daniella Perez, deu nesta quinta-feira a sua versão sobre o fim do casamento de nove anos com a veterinária mineira Paula Maia.

Em entrevista ao jornal ‘O Tempo’, de Belo Horizonte, Guilherme negou as acusações veiculadas nas redes sociais de que estaria perseguindo a ex-esposa por ser contra o fim da relação. Segundo ele, a separação foi amigável.

“Essa história de ameaça é conversa fiada, história da carochinha”, rebateu ele, responsabilizando a família da ex-mulher pelos boatos. “Na época em que casamos, membros da família dela eram contra e fizeram críticas, e agora reacendem esse tipo de discórdia como se estivessem dizendo ‘tá vendo que ele não era um bom marido’?”, disse.

Guilherme que foi para a cadeia por ter desferido 18 golpes de tesoura no seu par romântico na novela de Glória Perez, junto com a ex-mulher Paula Thomaz, se colocou como vítima. “Já imaginava que saísse algo assim, porque sempre acontece comigo”.

Pádua contou que fez o que pode para evitar o fim da união. “Queria que fosse para sempre porque quem se converte acredita que casamento não é para separar. Mas casamento é de dois, não é só de um”, contou ele, que se tornou membro da Igreja Batista da Lagoinha, na capital mineira.

Para a veterinária, o passado do ex e a pressão social contribuíram para pôr um ponto final na relação. Guilherme concordou que não é fácil para nenhuma mulher viver ao lado dele. “A pessoa não tem vida social, não pode ir a todos os lugares, é uma coisa pesada, compreendo a desistência. Ela não tinha nada a ver com a minha história pregressa, e carregou uma cruz que não era dela, durou até muito”, reconheceu.

O assassino confesso, que cumpriu apenas um sexto da pena, disse que se apóia na religião. “Não estou ligando, porque vivo em um meio cristão, onde todo mundo é testemunha do meu dia a dia, veem a minha conduta. Mas, fazer o quê? É só mais uma acusação, depois vai vir outra, já acostumei com isso”, disse.

Em entrevista ao mesmo jornal, a ex-sogra, Ângela Castro, contou que a filha sofreu profundo estresse com o divórcio. Ela revelou qu e o ex-genro passou a “mandar mensagens para a Paula fazendo pressão psicológica”. Ângela confirmou que Pádua entrou no apartamento da família após o divórcio. “Ele não falou que ia matar, mas hoje falo que tenho medo e que ele é uma ameaça”, afirma. A família não registrou queixa na delegacia.

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