PMDB acusa oposição de golpe

Peemedebistas do Rio lideram movimento contra eventual pedido de impeachment

Por O Dia

Rio - O PMDB fluminense decidiu fechar questão contra a tentativa da oposição de legitimar um pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT). Com essa postura, os peemedebistas do Rio pretendem marcar posição de liderança dentro da legenda. Em jogo, está a disputa interna no PMDB, no ano que vem.

Jorge Picciani repudia movimento do PSDB pelo afastamento de DilmaBruno de Lima / Agência O Dia

Com a eleição Eduardo Cunha para presidir a Câmara e a de Leonardo Picciani para liderar a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados, a seção fluminense sai fortalecida e com cacife para alçar voos mais altos _ uma das hipóteses é o atual prefeito Eduardo Paes ser o candidato do partido nas eleições presidenciais ou ser o vice numa chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O repúdio a um eventual pedido de impeachment de Dilma é liderado por Jorge Picciani, presidente regional da sigla. Nas eleições de 2014, ele foi o principal articulador no estado da campanha do tucano Aécio Neves, o chamado ‘Aezão’. Segundo ele, o PMDB não faz coro “ao movimento golpista”.

“Não há até agora nada que justifique a saída da presidenta. O Brasil não pode ficar a reboque da insatisfação do derrotado”, afirmou, acrescentando que a defesa de Dilma não “é porque no governo do PT está tudo certo, mas porque o PMDB tem tradição democrática”. “Aceitar o resultado das urnas é tradição no partido”, concluiu.

A declaração do cacique é uma resposta a movimentos liderados pelo PSDB, que, em sucessivos discursos no Congresso, tem defendido a possibilidade de impedimento da presidenta.

A decisão do PMDB do Rio ficar contra o afastamento da presidenta tem também por objetivo se firmar como uma nova força dentro do partido. Não à toa Picciani aproveita para estocar o vice-presidente da República, Michel Temer, que é presidente licenciado da sigla.

“Temer é quem deveria liderar o PMDB na resistência aos movimentos golpistas.Seria ainda uma oportunidade para se estabelecer um diálogo político sobre que projeto de país queremos”, disse Picciani. E provocou: “Mas sem trocar apoio por pequenos ministérios, para colocar o Moreira Franco.”

Temer versus Sergio Cabral

Embora publicamente ninguém assuma, O DIA apurou com lideranças do PMDB que restabelecer a imagem pública do ex-governador Sergio Cabral é prioridade do partido.

Para isso, os caciques fluminenses trabalham pela vitória de Cabral, no próximo ano, sobre Michel Temer, na corrida pela presidência nacional da sigla.

A disputa nos bastidores pela eleição da liderança na bancada na Câmara, entre Leonardo Picciani e o baiano Lúcio Vieira Lima, foi uma prévia.

De um lado, Cabral se engajou pessoalmente por Picciani. Ligou e pediu votos para o filho do amigo Jorge Picciani. Do outro, Michel Temer defendia o irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Por um voto, Cabral, na quarta, saiu-se melhor.

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