Beija-Flor alega que desfile sobre Guiné tratou do país, não do governo

Texto que embasa enredo, no entanto, mostra que as coisas não são bem assim. Documento fala em 'unidade, paz e justiça'

Por O Dia

Rio - Criticada pelo apoio recebido da ditadura da Guiné Equatorial, a Beija-Flor alega que seu desfile tratou do país, não do governo. Mas o texto que embasa o enredo mostra que a história não é bem assim.

O documento da escola de samba é recheado de palavras e frases que caberiam num folheto de propaganda governamental: “Nascida na história recente, revela-se expoente a Guiné Equatorial”. Fala ainda no “enlace cultural” entre o país e o Brasil e faz um brinde aos ideais de “unidade, paz e justiça”.

Pior do pior
O texto atribui a opressão na Guiné Equatorial apenas aos colonizadores, exalta o “respeito ao meio ambiente” na extração de petróleo e parece irônico ao falar de liberdade. Neste quesito, segundo a organização Freedom House, o país está na categoria “pior do pior”.

Caminho da grana
Se a Guiné Equatorial tiver mesmo mandado dinheiro para a Beija-Flor em 2014, a grana passou ao largo das vias oficiais. O relatório do Banco Central que trata do ingresso de investimentos externos não registra o envio de recursos do país africano.

Os pidões
Teve fila na porta do gabinete da vereadora Teresa Bergher. Colegas foram lá na esperança de conseguir ingressos para o Sambódromo que ela, como sempre faz, decidira não utilizar. Todos saíram de mãos vazias.

Turistas sem Cristo
No Carnaval, o trânsito na região portuária foi tão ruim que frustrou passageiros de quatro navios que queriam conhecer o Corcovado. Presos em engarrafamentos, os ônibus tiveram que voltar.

Amigos de camarote
O Palácio Guanabara confirmou que a foto de 15 jovens publicada nesta quarta-feira pelo Informe foi feita no camarote do governo no Sambódromo. A imagem foi postada na internet por Luiza Cautiero, que está no grupo. Sobrinha do casal Pezão, ela relacionou os amigos à cidade de Piraí.

Bom exemplo
Um adolescente infrator internado no Degase obteve autorização da Justiça para fazer um curso presencial de Direito em faculdade particular. Todas as manhãs, ele vai às aulas e, depois, retorna a um centro de socioeducação em Volta Redonda.

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