Doação da Guiné Equatorial destinada à Beija-Flor será analisada pelo MPF

Ditador do país africano, Teodoro Obiang é investigado desde 2013 pelo órgão por suposta lavagem de dinheiro

Por O Dia

Rio - Já em setembro de 2013, o Ministério Público Federal no Rio abriu investigação criminal para checar suposta lavagem de dinheiro de Teodoro Nguema Obiang, que governa há 35 anos a Guiné Equatorial, país na África que, neste Carnaval, foi tema do enredo da escola de samba Beija-Flor. O suposto dinheiro lavado pelo ditador teria origem, direta e indiretamente, em atividades que ferem o Código Penal. No contexto da investigação, foi informado que a doação destinada à escola de Nilópolis será analisada pelo MPF. A investigação, no entanto, corre em sigilo. 

Em documento que instaura a investigação contra Obiang, o MPF considera apuração anterior da Polícia de Imigração e Alfândega americana, que denuncia as atividades financeiras do ditador africano. No texto, Obiang é acusado de desvios de verbas para uso próprio de fundos destinados ao governo da Guiné Equatorial.

Segundo o texto, em bairro nobre de São Paulo o ditador teria um triplex avaliado em US$ 15 milhões e outro que teria custado 34 milhões de euros. No Rio, Obiang também adquiriu imóveis, um deles em Ipanema e que seria propriedade da empresa Andrade Gutierrez. 

A portaria ainda cita o pedido dos Estados Unidos para cooperação internacional ao Brasil, no qual é solicitado apreensão de aeronave do ditador. O Senado americano constatou ainda que, no país, Obiang teria aproximadamente US$ 700 milhões de dólares em uma das instituições financeiras.  

Além dos Estados Unidos, a justiça francesa também pediu ao MPF providências contra o ditador. Uma delas, a captura de Obiang, que é acusado de ter acumulado fortunas, inclusive na França. Entre as posses do ditador estão onze automóveis de luxo, um relógio avaliado em mais de R$ 1 milhão, jarros do século 18, e até um prédio inteiro em Paris, entre outras.

 


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