Torcedores de Vasco e Flu envolvidos em brigas seguirão para presídio

Confusões aconteceram antes do clássico na tarde de domingo, no Engenhão, pelo Campeonato Carioca

Por O Dia

Rio - Os torcedores de Fluminense e Vasco que se envolveram em duas brigas generalizadas antes do clássico da tarde de domingo, entre as equipes, pelo Campeonato Carioca, serão transferidos para a penitenciária Bangu 10, nesta segunda-feira. Antes do jogo, 99 pessoas foram presas e 19 apreendidas - os menores serão encaminhados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA). Eles foram autuados pelos crimes de formação de quadrilha e no artigo 41 B do Estatuto do Torcedor, "promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em evento esportivo".

A delegada da 24ªDP (Piedade), Cristiane Almeida, acredita que os vândalos não aguardarão em liberdade o processo. "Como foram feitas prisões em flagrantes e está tudo bem documentado, acredito que não vão responder em liberdade".

Torcedores de Fluminense e Vasco deixaram na tarde desta segunda-feira a Cidade da Polícia e foram transferidos para o presídio Bangu 10Severino Silva / Agência O Dia

Entre os presos, está um torcedor que se envolveu na briga entre torcedores do Vasco e Atlético-PR, em dezembro de 2013, em Joinville, Santa Catarina. Segundo a delegada, a pena máxima para os envolvidos nas brigas de domingo pode ultrapassar os quatro anos. Já para o torcedor que participou da confusão no Sul, a punição será maior.

"Esse torcedor que estava em Joinville e que foi preso ontem terá uma pena diferenciada, mais rígida", garante.

Com os torcedores foram apreendidos uma camisa da Força Jovem do Vasco, uma barra de ferro, pedaços de madeira, pedras portuguesas, um soco inglês, um protetor bucal, um spray de pimenta e quatro bombas (cabeção de nego). "Mais da metade desses torcedores presos têm antecedentes criminais, como roubo e ameaça. Isso mostra como são violentos, tanto que até atacaram os policiais do Gepe", diz a delegada.

O tenente-coronel João Fiorentini, comandante do Grupamento Especial de Policiamento de Estádios (Gepe), lembrou que a Força Jovem está proibida de frequentar os estádios justamente por conta de brigas.

"Existia uma punição para a Força por conta daquela briga em Joinville. Mas aquela punição acabou no final de dezembro. Como na decisão do Campeonato Carioca do ano passado os torcedores se envolveram em outra confusão com a torcida do Flamengo, ela voltou a ser proibida de frequentar os estádios, com a punição valendo a partir de janeiro deste ano".

Com os torcedores de Fluminense e Vasco que estão presos%2C os policiais apreenderam bombas%2C pedras%2C paus e soco inglêsSeverino Silva / Agência O Dia

Avó promete proibir neto de 17 anos de frequentar estádio

O comandante do Gepe disse que o confronto entre os PMs e torcedores do Vasco aconteceu porque eles quiseram ultrapassar uma barreira feita para evitar que eles entrassem no Engenhão com a camisa da Força Jovem.

"Eles entraram em confronto porque tinham uma barreira, pois não podiam entrar com a camisa e eles avançaram contra os policiais. Houve confronto e tacaram paus e pedras contra os policiais. Hoje, a torcida Força Jovem tem mais oposição do que situação. Hoje no Rio tem três torcidas que brigam entre si: A Força, A Young Flu e a Fúria (Botafogo)".

João Fiorentini disse o que significa hoje ser presidente de uma torcida organizada no Rio de Janeiro. "É interessante ser presidente de torcida organizada. Envolve muito dinheiro e status", diz.

Mais de 100 parentes dos torcedores estiveram na Cidade da Polícia, em Manguinhos, de onde eles seguiram em cinco micro-ônibus para o Bangu 10 e a DPCA. A avó de um adolescente de 17 anos, torcedor do Fluminense, disse que vai proibir o neto de frequentar os estádios de futebol. "Não acredito que ele tenha brigado. Mas quando for solto, vou impor um castigo severo, será proibido de frequentar qualquer jogo. Ele é órfão de pai e mãe e sempre o eduquei para não entrar em briga", diz.

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