MP quer que agressor de cadelas limpe canis da Polícia Civil como punição

Audiência do empresário Rafael Hermida Fonseca está marcada para o dia 23 de março

Por O Dia

Rio - Flagrado por câmeras instaladas pela ex-noiva agredindo duas cadelas da raça buldogue francês no mês passado, Rafael Hermida Fonseca, de 34 anos, está com audiência marcada para o dia 23 de março. Na ocasião, o Ministério Público apresentará uma proposta de aplicação de pena imediata ao empresário, que é a prestação de serviços na Seção de Operação com Cães da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, pelo período de dois anos. Além disso, ele terá que comprar rações e suprimentos para a unidade no valor de R$ 5 mil.

O empresário Rafael Hermida foi flagrado no mês passado agredindo duas cadelas da ex-noivaReprodução / Facebook

Caso a pena seja aplicada, Rafael realizará tarefas como a higienização dos canis, manutenção das dependências da unidade policial, além de outras atividades determinadas pela Polícia Civil. O empresário também ficaria proibido de manter contado com os cães da Core. A prestação de serviço terá que ser comprovada mensalmente no 9º Juizado Especial Criminal.

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Se não aceitar a proposta, Rafael Hermida será denunciado pelo Ministério Público e responderá pelo crime de maus tratos a animais, que prevê pena de três meses a um ano de detenção, além de aplicação de multa.

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Rafael Hermida foi flagrado em uma gravação, no dia 31 de janeiro, agredindo duas cadelas de Ninna Mandin, sua ex-noiva, que desconfiou do comportamento dos animais e produziu as imagens. Ele aparece sozinho na sala do apartamento, pega uma das cadelas no colo e dá cabeçadas na cachorra. Depois, segura o animal pelas patas traseiras e solta para que ele caia no chão. A cadelinha corre para debaixo da mesa da sala. Não satisfeito, ele pega a cachorrinha de novo e aperta o pescoço do animal, jogando-a com força no chão.

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De acordo com o promotor Márcio Almeida, o agressor admitiu em depoimento à polícia ter maltratado as cadelas outras duas vezes antes da gravação do vídeo, o que agrava a conduta e exige aplicação de pena de forma rápida e eficiente.

“Entende o Ministério Público que o autor do fato praticou o crime, ao menos por três vezes, em concurso material, implicando no somatório das penas para cada conduta, além das circunstâncias agravantes consistentes na prática delituosa por motivos fútil, torpe e com emprego de meio insidioso, culminando, assim, com o agravamento da sanção penal”, afirmou o promotor.

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