Por nicolas.satriano

Rio - Embora condenem a truculência do texto publicado no Facebook por Washington Quaquá — presidente regional do PT —, petistas ponderaram ao DIA que a declaração é resposta ao que chamam de agressividade contra militantes do partido.

Todos os ouvidos pela reportagem citaram o caso do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, expulso da praça de alimentação do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde a mulher dele trata um câncer.

Prefeito defendeu "porrada"Maíra Coelho / Arquivo Agência O Dia

Ao compartilhar a notícia sobre o caso, Quaquá escreveu, na terça-feira, que “contra o fascismo, a porrada!” E incitou seus seguidores a “pagar na mesma moeda”. “Agrediu, devolvemos dando porrada.” Nesta quinta-feira, a reportagem o procurou, mas ele não retornou.

A deputada estadual Rosângela Zeiden, mulher do prefeito de Maricá, disse que o marido está em sintonia com a fala do ex-presidente Lula, que, em ato em defesa da Petrobras na terça-feita na ABI, defendeu o embate político e pediu ajuda ao “exército de (João Pedro) Stédile”, uma das lideranças do MST.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) anunciou que apresentará hoje ao Ministério Público Federal representação contra Quaquá. “Ele fere a Constituição, que veda a incitação da violência para a tomada do poder”, afirmou.

Já os deputados Luiz Sergio (PT-RJ) e Sibá Machado (PT-AC), que é líder da bancada do partido na Câmara, criticaram a forma como se expressou Quaquá. Luiz Sergio disse estranhar que “colunistas” não apontem “a gravidade da agressão ao Mantega”. Já Sibá reclamou do “clima de golpe de 1964” contra o governo Dilma.

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