Por felipe.martins

Rio - A Polícia Federal investiga se vereadores da cidade de Itaguaí montaram um esquema para abafar a CPI criada para investigar o prefeito de Itaguaí, Luciano Motta (PSDB), suspeito de comandar uma quadrilha que atuava no desvio de verbas do SUS (Sistema Único de Saúde) e dos royalties do petróleo. Em um vídeo divulgado na noite desta quarta-feira pelo RJTV, o  ex-secretário de Turismo da cidade, Ricardo Soares, 'ensina' como o prefeito deveria agir para a CPI não avançar na Câmara Municipal.

Motta é suspeito de corrupçãoDivulgação

“Aí fui lá, encontrei, o Luciano tava não sei aonde, falei com Amaro: Amaro, cara, a situação tem que ser assim. Ó, chama os vereadores, dá dez situações pra cada um. Tem que dar, não tem jeito, cara. É o sistema, pô! Dá dez situações pra cada um. Os caras vão fechar.”  Segundo a investigação da Polícia Federal, o secretário se refere a R$ 10 mil quando fala em 10 situações. Ainda segundo a investigação, o Amaro citado na conversa é Amaro Gagliardi, assessor de Assuntos Externos, também alvo de investigação da PF.

Três dias após a aprovação pela Câmara de Vereadores de Itaguaí da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de desvios de recursos públicos, um vídeo enviado ao WhatsApp do DIA (98762-8248) mostra o prefeito Luciano Motta (PSDB), alvo da investigação, limpando uma Ferrari apreendida pela Polícia Federal em setembro do ano passado. O veículo, avaliado em R$ 1,5 milhão, faz parte do inquérito que apura as irregularidades na gestão de Mota.

A CPI aprovada para apurar as irregularidades será presidida pelo vereador Jaílson Barboza (PRP) e terá a participação de Noel Pedrosa (PT do B) e de Willian Cezar (PT) . A votação, em sessão ordinária, teve a participação de apenas seis vereadores, o quórum mínimo exigido pelo Estatuto. Para tentar garantir uma discussão mais ampla, o presidente da Câmara, Nisan César, enviou ofício a cada um dos 17 integrantes. Mas a maioria, principalmente o grupo próximo ao prefeito, não apareceu como manobra para tentar evitar a criação da CPI.

O objetivo da Comissão é investigar a conduta do prefeito, que foi acusado em dezembro de liderar uma quadrilha que desviou R$ 30 milhões do município. Estariam no esquema secretários municipais, empresários e servidores, além de vereadores.

As suspeitas contra Luciano Motta surgiram por causa da ostentação de bens de alto preço.Numa lista que seria de bens do prefeito investigados estariam ainda uma Land Rover, uma lancha, um Porsche e uma moto BMW, além de imóveis e um helicóptero.







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