UFRJ adia novamente volta às aulas, desta vez para o próximo dia 16

Em nota, a instituição informou que 'aguarda a normalização dos serviços de limpeza, para retomar as aulas em todos os campi'

Por O Dia

Rio - A crise na UFRJ  parece não ter fim. Nesta sexta-feira, a plenária do Conselho Universitário decidiu por mais um adiamento das aulas em todos os campi da universidade. Em nota, a instituição informou que "aguarda a normalização dos serviços de limpeza, para retomar as aulas em todos os campi". 

Alunos do DCE convocaram para a próxima segunda-feira uma assembleia geral estudantil.

A empresa Qualitécnica, responsável pela limpeza das unidades da UFRJ, opera com número reduzido de funcionários, fruto da redução de quase R$ 60 milhões, que a universidade teve em seu orçamento no último ano, em depósitos do Governo Federal. De acordo com o reitor Carlos Levi, a UFRJ tem priorizado os pagamentos do mês de dezembro de 2014, ainda em atraso. Nos cursos de graduação, a insatisfação também está estampada no rosto dos alunos.

O aluno do 2°período de Comunicação da UFRJ, Diogo Pádua, relata prejuízos financeiros. “Venho de outra cidade, e esse atraso representa mais gastos na cidade, já que pago hospedagem e sou bolsista. Sinto minha graduação em risco por questões de salubridade”, disse. De acordo com a assessoria, os serviços terceirizados correspondem, hoje, a metade das despesas da instituição.

Redução de verba afeta operações do Museu Nacional

Administrado pela UFRJ, o Museu Nacional do Rio, na Quinta da Boa Vista, pode ter um ano de dificuldades financeiros. Fechado em janeiro pela paralisação de funcionários devido à falta de pagamento, a instituição conseguiu sanar dívidas de 2014 com uma verba recebida do Ministério da Educação (MEC).

Porém, o gasto compromete o investimento para 2015, segundo informações da assessoria de imprensa.
Desde a redução de 20 % nos repasseis feitos pelo MEC, a administração encontra dificuldades para honrar compromissos com prestadores de serviço. Em janeiro, funcionários chegaram a juntar dinheiro do próprio bolso para evitar fechamento. Apesar de aberto ao público, atualmente o Museu opera sem porteiros, já que a empresa prestadora terceirizada rescindiu o contrato em 2014.

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