Juízes do Rio iniciam mutirão para proteger as mulheres

Neste domingo, teve passeata em Copa para denunciar abuso sexual

Por O Dia

Rio - A Justiça fluminense começa hoje mutirão para resolver o maior número possível de casos de violência contra a mulher. Os 11 Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher darão prioridade, esta semana, à realização de audiências de instrução e julgamento. O lançamento, no TJ, terá a participação da ministra Cármen Lúcia, do STF. Ontem, passeata em Copacabana marcou o Dia Internacional da Mulher.

Daiane (D) com o pai%2C André%2C e amigas normalistas protestam na orlaMaíra Coelho / Agência O Dia

O grupo Mulheres Rodadas — criado depois da publicação de montagem em que um rapaz aparece segurando cartaz com a frase “Não mereço mulher rodada” — instituiu o ‘Dia Internacional da Minissaia’. Homens e mulheres vestiram minissaias em apoio à causa. Vítima de tentativa de estupro num ônibus semana passada, a normalista Daiane Figueiredo Santos participou do ato, ao lado do pai, André, e de colegas de turma. “Estou muito feliz que as pessoas estejam se mobilizando”, afirmou Daiane.

“Espero que isso se torne bandeira. Se um caso tiver punição, já vai ser útil para coibir as pessoas”, destacou o pai da jovem. “O nosso uniforme de escola não é fetiche sexual!”, decretou ressaltou Paloma Ramalho, 18. “O que aconteceu com a jovem no ônibus acontece todo dia, precisamos denunciar!”, defende Renata Rodrigues, do Mulheres Rodadas. “A gente já queria vir pra rua, e aí as estudantes nos contactaram para abraçar a causa delas”, emendou

Mais cedo, mimos para as homenageadas. No saguão da Central do Brasil, um profissional tirava passageiras da SuperVia para dançar. Na estação das barcas da Praça 15, foram distribuídos rosas e bombons.

Últimas de Rio De Janeiro