Nova área de lazer, Praça da Bandeira passa a ser usada por idosos e crianças

Espalo só precisa, agora, de sombra e parquinho que são reivindicados por usuários

Por O Dia

Rio - Esquecida e empoeirada durante anos, a Praça da Bandeira tem desde fevereiro um novo perfil. Revitalizada sobre o ‘piscinão’ que armazena água da chuva para evitar as tradicionais enchentes no bairro, virou uma pracinha visitada por moradores dos arredores. Mas os frequentadores sugerem melhorias para utilizar a área em todos os horários.

É que nos dias mais quentes, poucos se arriscam nos equipamentos de ginástica instalados. Com as mudas de árvores que cercam o local ainda em crescimento, não há sombra para aliviar a incidência do sol. Faltando 10 dias para o fim do verão, quem cruza os limites do largo não precisa malhar para suar o corpo.

Andreia e a filha Maria Eduarda passaram a frequentar a praça%2C mas pedem brinquedos no localDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Outro pedido de moradores é a instalação de brinquedos infantis. Andreia Alves Vieira, de 29 anos, e a filha Maria Eduarda, de 6, passaram a frequentar o local desde a reinauguração.

“Minha filha gosta muito de vir aqui, mas é muito quente porque quase não tem sombra. Acho que também precisava ter um parquinho, brinquedos para as crianças, para atrair mais meninos e meninas”, conta ela. A prefeitura prometeu instalar o parque e estudar forma de amenizar os efeitos do sol.

Aos 79 anos, Álvaro Almeida Souza conhece a região como poucos. Ele mora no bairro há 40 anos, e faz sugestões. “A praça melhorou, mas é muito quente. O prefeito tinha que ter colocado uma cobertura pelo menos nas partes com os aparelhos. Não tem como ficar aí no sol, talvez melhore depois que as árvores crescerem”, disse.

Praça da Bandeira revitalizada após obras do piscinão para armazenar água da chuva%3A área de lazerDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

A vendedora Sonia Vasconcelos, de 42 anos, conta que os próprios vizinhos desaconselham o passeio na praça debaixo do sol. “No meu prédio, muitas pessoas já desistiram de frequentar, principalmente os idosos. De manhã e de tarde é um calor insuportável, não tem uma sombra. E de noite nos sentimos inseguros”, afirmou.

A Subprefeitura da Grande Tijuca informou que durante a fase de projeto da praça, houve reunião com moradores para decidir qual seria o melhor projeto. Esclareceu, ainda, que o parquinho para as crianças será instalado até o fim do mês de abril, segundo a Subprefeitura da Grande Tijuca. “Quanto à sombra na Academia da Terceira Idade, vamos estudar a possibilidade de colocar cobertura nos aparelhos”, respondeu o órgão.

Outros pedidos pelo Rio

?A Praça da Bandeira não é o único local onde os moradores cobram melhorias. Falta de iluminação, conservação, e segurança pública são alguns dos principais problemas apontados pelas pessoas ouvidas pela reportagem em diferentes lugares da cidade.

No Largo do Machado, o problema é antigo. “Durante a noite, grupos com vários menores de idade ficam usando drogas. Também conheço várias pessoas que que foram assaltadas na região. Acho que deveria ter alguém para acolher esses moradores de rua e mais policiamento”, disse o corretor de imóveis Sérgio Soares, de 46 anos.

Na Praça Luís de Camões, na Glória, a falta de iluminação pública preocupa os pedestres que passam pela região durante a noite. “Salto do ônibus no Aterro e evito passar por ali quando está muito tarde, porque é muito escuro. Dá sensação que é um lugar abandonado, um clima de insegurança”, afirmou a arquiteta Márcia Freitas, de 28 anos.

Em Copacabana, o mictório público instalado pela prefeitura gera polêmica na Praça Serzedelo Correia. “Acho importante existir esse tipo de banheiro para que as pessoas não façam na rua. Mas deveriam limpar com mais frequência porque fica um cheiro horrível. Incomoda a todos que passam”, disse o estudante Thiago Almeida, de 23 anos.

A Fundação Parques e Jardins não respondeu os questionamentos feitos pela reportagem.

Reportagem de Elisa Sousa e Lucas Gayoso

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