Secretaria de Segurança reage contra o tráfico de armas três anos após recuo

Beltrame cria núcleo para combater crime, mas, em 2012, extinguiu a Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos

Por O Dia

Rio - Após extinguir, há mais de três anos, a delegacia responsável por investigar a entrada clandestina de armas no Estado do Rio, a cúpula da Segurança Pública do Rio decidiu voltar atrás e recriar um núcleo especializado para combater o comércio ilegal de fuzis, pistolas e revólveres. Para algumas autoridades, a lacuna de tempo pode ter contribuído para a livre circulação de verdadeiros paióis em comunidades cariocas.

Em decreto publicado no dia 2 de janeiro de 2012, a Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), criada em 2001, foi extinta por ‘baixa incidência de registro de ocorrências’. No entanto, a especializada foi responsável, em 2009, pela prisão de pelo menos três bandidos que traziam para o Rio armas e drogas: Ricardo dos Santos Silva, o Tubarão; Anderson Bonfim Alencar, o Cabeça; e Antônio Jorge de Carvalho, o Senhor das Armas.

Delegado Rivaldo Barbosa concentra esforços para reduzir homicídiosCarlos Moraes / Arquivo Agência O Dia

“A Polícia Civil deve explicações para o fim da Drae, que não ficaram claras. O fato é que ter uma delegacia para concentrar estas informações é muito importante, mas com contato direto com o Exército e a Polícia Federal”, enfatizou o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol).

Desde 2012, as investigações sobre armas contrabandeadas, com base no decreto, se tornaram de responsabilidade de cada delegacia.

“Mas essas atribuições não foram repassadas às delegacias e ficou um vácuo nas investigações, contribuindo para a entrada de armas. Não se pode extinguir um órgão diante da suspeita de algum agente”, completou José Paulo Pires, presidente da Federação dos Delegados de Polícia do Brasil, fazendo alusão ao fato de um antigo delegado da especializada ter sido investigado.

Segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a ideia agora é criar um núcleo com agentes de outras esferas de segurança. “Temos que atuar juntando às polícias Civil e Militar. Assim, diminuímos a criminalidade e tiramos armas das ruas. Um mapeamento efetivo do Rio também tem sido feito. A Polícia Federal também foi chamada para integrar o grupo e dez homens devem participar .”

Aeronave a serviço dos agentes

A Divisão de Homicídios, coordenada pelo delegado Rivaldo Barbosa, concentrará os primeiros esforços em diminuir assassinatos em áreas de grande incidência.

O trabalho começou no último sábado com mapeamento da Baixada Fluminense por meio de uma aeronave da Coordenadoria de Operações e Recursos especiais (Core) — veja o vídeo em www.odia.com.br. De acordo com o policial, o helicóptero permanecerá à disposição das três Delegacias de Homicídios do estado (Rio, Niterói e Baixada Fluminense).

“Identificamos locais de desova, desvendamos a geografia de alguns locais e conseguimos cumprir um mandado de prisão, já no primeiro dia de trabalho”, garantiu. A novidade foi anunciada nesta segunda-feira após reunião na unidade da capital.

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Em decreto publicado no dia 2 de janeiro de 2012, a Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), criada em 2001, foi extinta por ‘baixa incidência de registro de ocorrências’. No entanto, a especializada foi responsável, em 2009, pela prisão de pelo menos três bandidos que traziam para o Rio armas e drogas: Ricardo dos Santos Silva, o Tubarão; Anderson Bonfim Alencar, o Cabeça; e Antônio Jorge de Carvalho, o Senhor das Armas.

Delegado Rivaldo Barbosa concentra esforços para reduzir homicídiosCarlos Moraes / Arquivo Agência O Dia

“A Polícia Civil deve explicações para o fim da Drae, que não ficaram claras. O fato é que ter uma delegacia para concentrar estas informações é muito importante, mas com contato direto com o Exército e a Polícia Federal”, enfatizou o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol).

Desde 2012, as investigações sobre armas contrabandeadas, com base no decreto, se tornaram de responsabilidade de cada delegacia.

“Mas essas atribuições não foram repassadas às delegacias e ficou um vácuo nas investigações, contribuindo para a entrada de armas. Não se pode extinguir um órgão diante da suspeita de algum agente”, completou José Paulo Pires, presidente da Federação dos Delegados de Polícia do Brasil, fazendo alusão ao fato de um antigo delegado da especializada ter sido investigado.

Segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a ideia agora é criar um núcleo com agentes de outras esferas de segurança. “Temos que atuar juntando às polícias Civil e Militar. Assim, diminuímos a criminalidade e tiramos armas das ruas. Um mapeamento efetivo do Rio também tem sido feito. A Polícia Federal também foi chamada para integrar o grupo e dez homens devem participar .”

Aeronave a serviço dos agentes

A Divisão de Homicídios, coordenada pelo delegado Rivaldo Barbosa, concentrará os primeiros esforços em diminuir assassinatos em áreas de grande incidência.

O trabalho começou no último sábado com mapeamento da Baixada Fluminense por meio de uma aeronave da Coordenadoria de Operações e Recursos especiais (Core) — veja o vídeo em www.odia.com.br. De acordo com o policial, o helicóptero permanecerá à disposição das três Delegacias de Homicídios do estado (Rio, Niterói e Baixada Fluminense).

“Identificamos locais de desova, desvendamos a geografia de alguns locais e conseguimos cumprir um mandado de prisão, já no primeiro dia de trabalho”, garantiu. A novidade foi anunciada nesta segunda-feira após reunião na unidade da capital.

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