Homem desaparecido na Baixada estaria morto em comunidade, dizem moradores

Família de Felipe Dantas evita falar sobre o caso; ele sumiu no sábado depois de marcar encontro com mulher na internet

Por O Dia

Moradores acreditam que Felipe de Aguiar Dantas foi levado a uma comunidade de São João de Meriti e já estaria mortoarquivo pessoal

Rio - Desaparecido desde o último sábado, o morador de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Felipe de Aguiar Dantas, de 33 anos, pode ter sido levado a uma comunidade, onde teria sido assassinado. Moradores da região acreditam que a jovem com quem ele marcou um encontro era ex-mulher de um traficante, e que Felipe teria caído em uma armadilha do homem. 

Procurada, a família preferiu não dar mais entrevistas. No entanto, amigos do rapaz e moradores da região afirmam que há informação de que Felipe já estaria morto.

Atendente de uma loja de materiais de construção, Felipe foi visto pela última vez às 20h30 de sábado, quando saía de casa para um encontro com uma mulher que conhecera pela internet. O destino era a praça da prefeitura municipal, no entanto, ele não foi mais localizado.

Em entrevista ao DIA nesta terça-feira, o irmão do jovem, Victor de Aguiar Dantas, 31, contou ainda que Felipe levou todo o seu dinheiro. Victor já desconfiava que a mulher era casada, ou separada, e que o irmão tenha caído em uma emboscada.

"Hoje (terça), revirando a gaveta dele encontrei um bilhete, informando que ele ia sair com uma mulher, chamada Renata Viviane. Ele disse que marcaram de ir ao Hotel Lugano", contou Victor, que buscou informações no hotel, mas o estabelecimento afirmou que não possui câmeras.

Jovem some na Baixada após marcar encontro com mulher

Fazendo buscas pelo Facebook e divulgando a foto da mulher, os amigos descobriram que ela seria moradora de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Os amigos chegaram a ligar para os telefones celular e fixo dela. "É tudo muito estranho. No celular, não conseguimos falar. E no fixo, um homem atendeu dizendo que ela não estava e não demonstrou nenhuma preocupação. Ou seja, ela não deve estar desaparecida. Precisamos descobrir o paradeiro dele. Não sabemos se ele sumiu no meio do caminho ou no encontro. Mas pode sim ter sido uma armadilha", relatou o primo, Carlos Moreno de Aguiar, 33.

A família continua a mobilização pelas redes sociais e já procurou a Polícia Civil. O desaparecimento foi registrado na DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiro), onde a mãe do rapaz já prestou depoimento. Segundo a polícia, o caso está sendo encaminhado para o Setor de Descoberta de Paradeiro da DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense), área de onde o fato aconteceu, que dará continuidade às investigações.

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