Acusado de falsificar e vender diplomas, ex-policial civil é preso

Operação da Polícia Federal prendeu ex-policial em Governador Valadares, em Minas Gerais

Por O Dia

Rio - A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira, em Governador Valadares (MG), um ex-policial civil do Rio de Janeiro. O home, que não teve a identidade divulgada, é acusado de falsificar e vender certificados de conclusão de ensinos fundamental e médio e de cursos técnicos. Contra ele, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela 5ª  Vara Federal de São João de Meriti.

De acordo com a PF, a investigação começou em outubro de 2014, em conjunto com o Ministério Público Federal, após inúmeras pessoas apresentarem diplomas e históricos escolares falsos de cursos técnicos no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), na Baixada Fluminense. Um inquérito apurou que o falsificador dos documentos publicava anúncio em jornal de grande circulação, na Região Metropolitana do Rio, para atrair compradores dos certificados falsos. Ainda de acordo com a PF, o falsário identificava-se no anúncio de jornal como sendo “Professor”.

Segundo a investigação, as pessoas interessadas ligavam para o anunciante, que se comprometia a entregar a documentação falsa, em média, em cinco dias. O “Professor” cobrava de R$ 300,00 a R$1.200,00 pelo documento a ser falsificado, dependendo de cada caso. Estima-se que ele arrecadava mensalmente R$ 15 mil dos clientes, somente no Rio de Janeiro.

O preso providenciava a documentação em Governador Valadares (MG) e, de lá, remetia os diplomas, via postal, a entregadores no Rio. Ainda na investigação, verificou-se que havia compradores em Salvador, na Bahia.

Segundo a Polícia Federal, durante as investigações, outra pessoa foi presa em flagrante pelo crime de receptação, quando policiais federais flagraram a entrega de um certificado de ensino médio falso ao comprador, em Bangu, na Zona Oeste. Até mesmo o comprovante de publicação da conclusão do curso no Diário Oficial do Estado tinha sido falsificado, informou a PF.

Os compradores dos certificados e dos diplomas fictícios poderão responder pelos crimes de receptação ou uso de documento falso. O preso deverá ser indiciado pelos crimes de falsificação de documentos públicos, bem como por participar e instigar a utilização de documentos falsos perante o Crea, na região da Baixada Fluminense.

Considerado foragido da Justiça, o ex-policial já respondia a um processo pelo crime de roubo junto à 2ª Vara Criminal de Itaboraí, na Região Metropolitana. Segundo a Polícia Federal, as investigações irão continuar, pois será verificada a participação de outras pessoas no esquema fraudulento. Os compradores dos documentos também serão investigados.

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