Proposta de trégua em greve é rejeitada por garis

Representantes do sindicato à frente da categoria optou por seguir com a paralisação; Comlurb não esteve na reunião

Por O Dia

Rio - Representantes do Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Rio negaram proposta Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) de possível trégua na greve dos garis, que completa quatro dias nesta segunda-feira. Em reunião na sede do MPT, na qual não esteve presente nenhum representante da Comlurb, a proposta foi rechaçada pelo sindicato que está à frente da categoria e a paralisação continuará. 

Com acúmulo de lixo e protesto, greve dos garis completa quatro dias

“A trégua não representa uma derrota, mas sim a retomada do diálogo, que está prejudicado. É válido o direito de reivindicar, mas os trabalhadores podem ser prejudicados se a greve for considerada abusiva pela Justiça, podendo resultar no desconto de salários, demissões e pagamento pelo sindicato de multa”, explicou a procuradora regional do trabalho Deborah Felix, que conduziu a reunião.

Desde a última sexta-feira%2C os garis estão em greve. Eles querem reajuste de 47%2C7%Bruno de Lima / Agência O Dia

Segundo ela, a trégua seria benéfica aos empregados, pois permitiria a reabertura da negociação com a Comlurb, inclusive, para outros pontos da pauta de reivindicações dos trabalhadores.

Fora a Comlurb, os representantes da categoria estiveram desde a manhã reunidos com procuradores do MPT, buscando reforçar suas reivindicações e tentar uma negociação quanto ao impasse entre Comlurb e grevistas.

Comlurb não comparece à reunião no Ministério Público do Trabalho

O vice-presidente do sindicato, Antônio Carlos da Silva, disse que a categoria está aberta para negociação, mas que não aceita os 3% oferecido pela empresa. Já a Comlurb informou que não havia nenhuma reunião marcada.

Crianças dividem espaço com lixo em calçada do Jacarezinho%2C na Zona NorteCarlos Moraes / Agência O Dia

Um outro grupo, que seria de uma chapa de oposição do sindicato, fez um protesto no Centro do Rio, na manhã desta segunda-feira, complicando o trânsito e causando interdições na região. A passeata, que começou na Avenida Presidente Vargas, seguiu até o prédio do MPT e exigiu estar presente na reunião. Após muito bate-boca, representantes dos manifestantes subiram para se juntar aos que já estavam reunidos desde as 10h no local.

A Justiça do Trabalho determinou que 75% dos trabalhadores continuassem realizando os serviços de limpeza e coleta. De acordo com a Comlurb, esse acordo não tem sido cumprido. O sindicato da categoria nega. Nesta segunda-feira, as ruas permanecem tomadas por lixo em diversos pontos da cidade.


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