Ação da PF tem 31 mandados de busca cumpridos e uma prisão em flagrante

Objetivo da Operação Dolos era desarticular quadrilha que fraudava contratos de financiamentos de imóveis na CEF

Por O Dia

PF apreendeu documentos%2C incluindo contratos de financiamentos e cartões magnéticos%2C e material de informática%2C usados pela quadrilhaDivulgação

Rio - Durante a operação Dolos — para desarticular quadrilha que fraudava contratos de financiamentos de imóveis em três agências bancárias da Caixa Econômica Federal (CEF) —, realizada nos estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais, a Polícia Federal prendeu em flagrante uma pessoa por porte ilegal de arma em Niterói. 

Os agentes cumpriram 31 mandados de busca e apreensão, 24 de condução coercitiva (encaminhamento à delegacia), além do afastamento de 10 empregados públicos, o bloqueio de dezenas de contas correntes e o sequestro de 20 veículos.

No Rio, a ação ocorreu na capital, Itaboraí, Niterói, Cabo Frio, Búzios e São Francisco de Itabapoana. Já em São Paulo, na capital, e em Minas Gerais, nas cidades de Ponte Nova e Pimhui. Nos estados de São Paulo e Minas, os mandados são relativos a empresas de avaliação de imóveis credenciadas pela CEF para atuarem como intermediárias nos processos.

Também foram apreendidos documentos, como contratos de financiamento, além de material de informática e cartões magnéticos.

Operação contou com 130 policiais

A operação mobilizou 130 policiais nos três estados. Segundo as investigações, funcionários da Caixa, inclusive gerentes regionais, facilitavam aos membros da quadrilha o recebimento de valores de contratos de até R$ 1 mi, aceitando documentos falsos, como declarações de Imposto de Renda (IR), identidades e registros imobiliários, e liberando os valores sem as devidas garantias.

A maioria dos imóveis estaria localizada na Região dos Lagos, tendo alguns recebido sobrevalorização de 1000% do valor real de mercado. Também foi constatado pelo registro de imóveis que há contratos cujos bens sequer existem.

Ainda de acordo com a PF, a liberação dos recursos desses financiamentos nas agências Pio X, LOTE XV e Riachuelo ocorria em um prazo médio inferior a quatro dias, sendo que nas demais agências do Rio de Janeiro o processo levava mais de um mês.

Nas declarações de IR informadas, as rendas declaradas não correspondiam ao valor de mercado comuns à realidade brasileira (Ex: comissário de bordo com salário de R$ 42.900,00, motorista com salário de R$ 37.900,00, tecnólogo com salário de R$ 35.000,00, etc.).

Os investigados estão sendo indiciados, na medida de suas participações, por associação criminosa, falsificação de selo ou sinais públicos, falsificação de documentos públicos, estelionato, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de capitais.

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