Em São Gonçalo, enxurrada levou peixe, jacaré e cobra a campinho

Chuva castiga Grande Tijuca e Centro, onde casarão desabou. Motorista desaparece em canal

Por O Dia

Rio - A chuva que caiu no fim da tarde de domingo e continuou ao longo do dia de segunda-feira, provocou deslizamentos, alagamentos e deixou famílias ilhadas na região metropolitana do Rio. De acordo com o Climatempo, a frente fria avançará para o norte do estado. Porém, a nebulosidade persistirá, podendo haver pancadas de chuvas nos próximos dias.

De acordo com o sistema Alerta Rio, os locais que registraram a maior quantidade de chuva foram as estações de Laranjeiras, Irajá e Santa Teresa. Bombeiros fizeram buscas por ocupantes de um carro que caiu num canal na Rua Artur Rios, em Campo Grande. De acordo com os militares, o carro foi localizado, mas nenhuma vítima foi encontrada.

Na capital, foram registrados alagamentos na Grande Tijuca, outros pontos da Zona Norte e no Centro. Segundo a Secretaria municipal de Saneamento e Recursos Hídricos, o controle das enchentes na Grande Tijuca só estará garantido após a conclusão, em 2016, das obras dos reservatórios da praças Niterói e Varnhagen e Rua Heitor Beltrão.

Moradores do Jardim Catarina%2C em São Gonçalo%2C onde a água atingiu um metro%2C pescam no campinhoFabio Gonçalves / Agência O Dia

Já na região metropolitana, uma das situações mais graves ocorreu no Jardim Catarina, em São Gonçalo. De acordo com moradores, o campo de futebol virou um rio com direito a peixes, cobras e jacarés. O pedreiro Edmílson Paiva Farias, 30 anos, mora na localidade há dois anos e disse que sua casa ficou ilhada. “A água dava no meu peito ontem”, contou ele. O pedreiro Marcelo Lins, 26, diz que a chuva derrubou dois muros de seu terreno, além de abrir uma cratera no quintal. “Agora tem até jacaré na cratera”, desabafou.

A prefeitura de São Gonçalo, em nota, afirmou que os alagamentos foram maiores próximo à estrada que levará equipamentos para o Comperj, em Itaboraí. A secretaria de Infraestrutura e Urbanismo informou que vai discutir os danos com o Instituto Estadual de Ambiente e com a Petrobras.

Em Caxias, ossadas expostas

Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, parte do muro do Cemitério Tanque do Anil desabou e arrastou ossadas para a Rua Marechal Bento Manoel, na Vila Operária. O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que a cidade entrou em estágio de atenção às 17h23, de domingo, e voltou ao normal às 10h10, de segunda-feira.

O Sistema de Alerta e Alarme Comunitário da Prefeitura foi acionado em três comunidades da região do Andaraí,e os moradores orientados por agentes e Defesa Civil a se dirigirem a pontos de apoio.

Na Rua do Resende, no Centro, um imóvel de dois pavimentos sofreu desabamento da fachada. Dois postes e o sinal de trânsito da Rua Tadeu Kosciusco caíram. As 28 famílias que moram no prédio vizinho, de número 192, levaram um susto e quem pode deixou o local. Em fevereiro, eles evacuram o local, devido a rachaduras na edificação.

Deslizamento atinge carro em Angra

O temporal de domingo provocou o deslizamento de encostas ao longo da Rio-Santos. Por volta das 22h30, uma pedra se desprendeu do barranco e atingiu um carro de passeio, no km 494, na altura do município de Angra dos Reis, no Sul Fluminense. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), três pessoas ficaram feridas. Elas foram socorridas e encaminhadas a um hospital da região. O estado de saúde deles é grave. Em função dos deslizamentos, o tráfego na Rio-Santos ficou interditado durante toda a madrugada, na manhã de segunda, agentes da PRF trabalham para desobstruir a via e liberar o trânsito naquela região.

Nesta segunda-feira, os trens dos ramais Saracuruna e Belford Roxo circularam com velocidade reduzida. Os aeroportos Santos Dumont e Internacional Tom Jobim operaram com auxílio de instrumentos, para pousos e decolagens.

Últimas de Rio De Janeiro