Tiroteio para o teleférico e moradores relatam mortes no Complexo do Alemão

Policiais de UPP e criminosos entraram em confronto.Mulher e criança de 10 anos teriam sido baleados e mortos. No sábado, moradora morreu após ser atingida por tiro na porta de casa

Por O Dia

Rio - O Teleférico do Morro do Alemão parou de funcionar por volta das 9h30 e só retornou às 11h20 desta terça-feira, devido a motivo de segurança pública, informou a SuperVia. De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CCP), um tiroteio foi registrado na comunidade nesta manhã.

Pelo Whatsapp do Dia (98762-8248), moradores contaram que uma mulher e uma criança de aproximadamente 10 anos teriam morrido na comunidade após serem atingidos por disparos, no entanto, a CCP nega esta informação.

De acordo com os relatos, a vítima teria sido atingida por uma bala no peito. Um morador que preferiu não se identificar falou que populares tentaram prestar socorro às vítimas, porém elas foram retiradas do local por policias. Elas teriam sido levadas já mortas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão.

Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Alemão afirmam que entraram em confronto com criminosos quando realizavam patrulha na comunidade, numa região conhecida como Chuveirinho. Os bandidos teriam conseguido fugir. A coordenadoria diz que o policiamento foi intensificado na região, após o episódio.

Também pelo WhatsApp do DIA, moradores reclamaram da insegurança na comunidade da Zona Norte do Rio. "Isto aqui está impossível. Sempre ocorrem tiroteios na hora que o trabalhador está saindo de casa, na hora que as crianças estão indo para a escola", contou o morador que preferiu não se identificar.

Corpo de vítima de bala perdida no Alemão é enterrado sob protestos

Vanessa%2C 38 anos%3A tiro nas costasDivulgação

Morta após ser baleada na porta de casa

No último sábado, foi enterrado no Cemitério de Inhaúma, o corpo da dona de casa Vanessa Aparecida de Abicassis, de 38 anos. Moradora do Complexo do Alemão, ela foi atingida por dois tiros na última quinta-feira, na porta de casa, enquanto conversava com um vizinho.

Um parente de Luiz Carlos, vizinho da dona de casa, que preferiu não se identificar, contou que Vanessa estava assistindo a um vídeo no celular do vizinho quando foi alvejada. Ferido de raspão na cabeça, Luiz falou que os tiros vieram de uma mata onde estavam policiais da UPP.

Ela deixou o marido, Nilson, com quem era casada há 20 anos, e dois filhos. Um de 19 anos e outro de 16, que sofre de paralisia cerebral.

Vanessa foi a 40ª vítima de bala perdida somente este ano, no Rio de Janeiro, o que representa média de uma vítima a cada dois dias.

A Divisão de Homicídios está investigando o caso e uma possível participação de policiais da Unidade de Polícia Pacificadora na morte de Vanessa.

Tiroteio em Vaz Lobo

Leitores relataram intenso tiroteio em bairros da Zona Norte da cidade na manhã desta terça-feira. Relatos como "muito tiro na área de Irajá, Colégio e Rocha Miranda", "evitem passar por Rocha Miranda, Vaz Lobo e Irajá. Muitos tiros nesse momento" e "bala comendo em Irajá, Colégio. Muito tiro de fuzil. Parece guerra" foram postados nas redes sociais.

A Polícia Militar informou que policiais do 9°BPM (Rocha Miranda) realizaram um patrulhamento no entorno da comunidade Faz Quem Quer, em Vaz Lobo, nesta manhã, e que suspeitos efetuaram disparos, no entanto, de acordo com a corporação, ninguém ficou ferido, foi preso ou apreendido.

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