Por daniela.lima

Rio - É tão bom festejar a chegada de alguém! A alegria do nosso coração transparece na nossa forma de agir e, então, somos acolhedores e nos enchemos de esperança pelos bons momentos que teremos junto àquela pessoa importante para nós. Não costuma ser assim?

A liturgia de hoje, Domingo de Ramos, remete exatamente ao momento histórico em que o povo de Jerusalém viveu todas essas emoções por causa da chegada de Jesus. A vinda do Messias, que seria o rei e livraria da opressão, era aguardada. Então, ao saber que o Homem de Nazaré, de quem se conhecia a boa fama de milagres, estava por perto, aquela gente ficou tão feliz que fez questão de estender mantos e ramos pelo caminho por onde ele passaria e de o aclamar como rei.

“Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!” (Mc 11,9b-10)

Tais gestos refletiam a alegria de corações esperançosos por um tempo novo. Mas, na verdade, ver um rei chegar num jumentinho não atendia exatamente às expectativas. A espera era por um rei glorioso, com a pompa dos governantes da época, e não por alguém revestido de simplicidade. É muito possível que a decepção tenha tomado o coração e a mente de muita gente, porque Jesus agia de forma diferente da esperada.

Será que o mesmo não acontece hoje? Será que também nós não estamos decepcionados com a forma de Deus agir conosco? Porque é comum O culparmos quando nossa vida toma rumos diferentes do planejado. Mas o Rei e Senhor de nossas vidas deve se submeter às nossas vontades, caprichos e cronologia? Ou será que deve ser exatamente ao contrário? Deus não se prende à nossa lógica e expectativa. E sabe bem o que, como e quando algo nos convém.

Que as decepções que temos — conosco mesmo pelas expectativas que criamos — não abafem a alegria pela salvação que Jesus nos traz. A Páscoa, tempo de vida nova, se aproxima! Vamos viver bem a paixão do Senhor por nós, participando das celebrações da Semana Santa? #vamoemfrente!

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