Mulher morre e filha é baleada em tiroteio no Complexo do Alemão

Um suspeito também foi morto durante confronto com a polícia, segundo a Coordenadoria das UPPs

Por O Dia

Rio - A dona de casa Elisabeth Alves de Moura Francisco, de 41 anos, morreu depois de ser baleada na boca, dentro de casa, na localidade da Alvorada, próximo à Rua 2, no Complexo do Alemão, ontem à tarde, durante confronto entre policiais e suspeitos de tráfico.

Elisabeth e a filha M., de 16, atingida no braço, ainda foram socorridas pelos vizinhos e levadas para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, mas a dona de casa não resistiu. M. está fora de perigo.

“É um absurdo a pessoa não estar livre de tanta violência nem mesmo dentro de casa. Minha tia era uma pessoa maravilhosa e que vai fazer muita falta para todos nós”, desabafou a sobrinha de Elisabeth, Keiny Francisco, de 26.

Elisabeth foi morta com um tiro na boca%2C dentro de casa%2C enquanto do lado de fora policiais trocavam tiros com bandidosReprodução Facebook

O confronto ocorreu entre policiais das UPPs Nova Brasília e Alemão e, no tiroteio, um suspeito, identificado como Farinha, foi morto a tiros em frente à casa de Elisabeth.

Além dele, um menor que, segundo a PM, teria ligações com o tráfico levou quatro tiros e passou por cirurgia, também no Getulio Vargas. Até o fechamento desta edição, não havia informações sobre o estado de saúde do menor.

Agentes da Delegacia de Homicídios realizaram perícia e vão recolher as armas dos policiais militares para tentar descobrir de quem partiu o tiro.

Por volta de 20h30, moradores denunciaram, por redes sociais, que um jovem teria sido torturado e morto na área do Canitar. Durante a madrugada policiais da UPP do Alemão registraram na 22ª DP (penha), a morte de Mateus Gomes Lima, de 18 anos.

Segundo os PMs, Mateus foi baleado e socorrido no HGV, após um confronto com marginais durante a troca de turno do policiais. Uma pistola 9mm foi apreendida e apresentada como sendo do suspeito. A família nega que ele tivesse envolvimento com a quadrilha que atua no tráfico de drogas na comunidade.

Em entrevista na Favela da Maré, o coronel Frederico Caldas, relações públicas da PM, afirmou que “se a UPP não der certo, vai todo mundo para o buraco, a polícia, a sociedade, vai todo mundo.”



Últimas de Rio De Janeiro