Angolanos fugidos da guerra querem a paz também no Rio

Os 13 anos do fim do conflito no país africano foi festejado com vários eventos na cidade

Por O Dia

Rio - Angolanos que vivem no Rio festejaram ontem, em diversos locais da cidade, os 13 anos do fim de quase três décadas de guerra civil em seu país. Nas comunidades de Caxias, Brás de Pina, Bonsucesso, Piscinão de Ramos, Complexo da Maré e Nova Iguaçu, houve festa com comida e ritmos típicos do país africano, como kuduro, semba e kizomba.

“Vivemos um paradoxo hoje aqui no país que nos acolheu, porque celebramos a paz em Angola, mas em meio às notícias de guerra no Rio”, diz o angolano Keoma, morador de Ramos há 19 anos, referindo-se à recente morte de Eduardo Ferreira, 10, em operação da Polícia Militar no Complexo do Alemão.

Angolanos e brasileiros%2C no Piscinão de Ramos%2C comemoram a pazJoão Laet / Agência O Dia

Keoma é dono de um quiosque na orla do Piscinão de Ramos, onde ontem comeu-se muito angu de aipim (prato típico do país) com corvina, quiabo e couve. O Rio abriga mais de 3.500 angolanos, que fugiram para cá por causa da longa guerra civil ocorrida após a independência de Angola. “O nosso desejo é que o mesmo sentimento de paz que estamos festejando, em breve todo o Brasil possa festejar também”, torce Keoma.

Últimas de Rio De Janeiro