Justiça determina a libertação de integrante do ConeCrew Diretoria

Na decisão, juiz declarou que não havia nada que provasse de que a droga encontrada com o rapper seria usada para o comércio ilegal

Por O Dia

Cert deve ser libertado nas próximas 48 horas. Na foto%2C divulgada na página do grupo%2C o artista aparece ainda presoReprodução Facebook

Rio - A Justiça do Rio determinou a libertação do integrante do grupo de rap ConeCrew Diretoria, André da Cruz Teixeira Leite, o Cert. Ele havia sido autuado pelo crime de tráfico de drogas após quatro pés de maconha terem sido encontrados em sua casa. Na decisão, o juiz Enrico Caetano, da Comarca de Miguel Pereira, disse que não havia nada que provasse que a droga encontrada com o rapper seria usada para o comércio ilegal.

O Ministério Público, autor da denúncia, ofereceu proposta de acordo no valor de R$ 10 mil para ser pago em cinco parcelas, acatada pelo juiz e aceita pela defesa do músico. Cert deve deixar a cadeia nas próximas 48 horas. Na página do ConeCrew no Facebook, o grupo comemorou a libertação do integrante e garantoiu que Cert já estará nos próximos shows marcados para este final de semana. 

"Obrigado à todos que participaram da campanha#LiberdadeCert, ele foi absolvido, essa é sua última imagem na cadeia. Atenção galera de São Paulo e Santos, ele estará presente nos shows do fim de semana!", escreveu o grupo

Entenda o caso

Cert, integrante da banda ConeCrew Diretoria foi preso, no mês de fevereiro, em Miguel Pereira, na Região Centro Sul Fluminense por plantar maconha em casa. O músico foi levado para a 96ªDP (Miguel Pereira), onde foi autuado por tráfico de drogas.

O empresário da banda ConeCrew, Alexandre Duncan, confirmou que a denúncia teria partido da sogra do músico. Duncan, que ainda não falou com Cert, aguarda a decisão da Justiça sobre o destino do músico.

"A banda nunca escondeu que é a favor da legalização das drogas tanto que ConeCrew significa Com os Neurônios Evaporando. Isso não é novidade para ninguém. Quando começamos a aparecer nos chamaram de novo Planet Hemp (banda que foi do músico Marcelo D2 também a favor da liberação de entorpecente). No meu entendimento o Cert não está traficando e ele sempre repudiou o tráfico de drogas", disse o empresário.

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