Vereador tenta impedir venda para a Light de terreno da Prefeitura

Jefferson Moura contesta a avaliação de 2012, feita pelo Município, que estabeleceu em R$ 16 milhões o valor do imóvel

Por O Dia

Rio - O vereador Jefferson Moura (Psol) tenta impedir a aprovação de projeto da prefeitura que autoriza a venda para a Light de terreno de 8.137 metros quadrados na Barra. Alega que a transação é direcionada e irregular.

Ressalta que termo de permissão de uso assinado em 2012 prevê que o valor pago desde então pela Light para utilizar a área — R$ 65 mil mensais — seria abatido em caso de compra do terreno. Moura afirma que isso representaria uma forma de ‘leasing’.

O vereador também contesta uma avaliação de 2012, feita pela prefeitura, que estabeleceu em R$ 16 milhões o valor do imóvel. Para ele, o terreno vale bem mais. Moura levou o caso para o Ministério Público e para o Tribunal de Contas do Município, que abriu uma auditoria para examinar a proposta de venda.

O vereador destaca que o projeto não impede que, no futuro, a Light venda parte do terreno, onde hoje conclui a construção de uma subestação de energia. Aprovada em primeira votação no início do mês, a proposta será reexaminada pelos vereadores. Procurada no fim da tarde de ontem, a prefeitura ficou de se manifestar hoje.

O vereador destaca que o projeto não impede que%2C no futuro%2C a Light venda parte do terrenoGabinete Jefferson Moura / Divulgação

Portas abertas

Presidente do PDT, Carlos Lupi mandou o deputado Luiz Martins dizer para Paulo Melo, secretário estadual de governo, que as portas do partido estão abertas para ele. Como o Informe revelou, Melo negocia sua saída do PMDB e tem conversado com o PSDB.

Queijo e goiabada

O governo fluminense se mudou para Minas Gerais durante a Semana Santa. Pezão esteve em Tiradentes; seu vice, Francisco Dornelles, foi recarregar as baterias em São João Del Rey.

Chama a polícia...

Vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Social, Adilson Pires (PT) ficou surpreso ao receber ofício de delegado de polícia. Ele pedia providências da prefeitura para reprimir moradores de rua que vendem drogas na Zona Sul. Na avaliação de Pires, tráfico é caso de polícia.

Língua e pátria

Em entrevista à ‘Revista de História da Biblioteca Nacional’ deste mês, Marco Lucchesi, da Academia Brasileira de Letras, relata que, ao conhecer um detento romeno em visita a um presídio de Bangu, tomou a iniciativa de usar o idioma do estrangeiro. Conta que ficou impressionado com a emoção do preso. “Falar a língua-mãe quando se é órfão é uma experiência de irmãos”, conclui.

Chico errado

Domingo, um rubro-negro ficou tão feliz ao ver o tricolor Chico Buarque no Maracanã — ele levara a neta ao estádio —, que comentou com um amigo: “Olha o Chico Anysio!” O humorista torceu pelo América e, depois, pelo Vasco. E morreu em 2012.

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