Alerj vai cobrar bloqueio de celular em prisões

Licitação para novos equipamentos está atrasada e comunicação de detentos, facilitada

Por O Dia

Rio - A Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Alerj quer explicações da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) sobre a suspensão da licitação para contratar empresa para fazer o bloqueio de sinal de celulares nas penitenciárias do Rio. Os equipamentos em uso atualmente estão defasados e, em sua maioria, não funcionam.

"Comprovadamente, os celulares permitem que os presos façam contato com suas bases criminosas. A situação é grave e não podemos permitir que se estenda, é um retrocesso. Também é importante que a Seap esteja atenta à modernização do sistema, para evitar que qualquer tipo de sinal seja captado", afirmou a presidente da Comissão, a deputada estadual Martha Rocha. A denúncia foi publicada, nesta segunda-feira, por O DIA.

O cronograma do estado, como mostra o edital de licitação, previa que a instalação dos equipamentos deveria ter começado em março e abril do ano passado. Entre maio e junho, o sistema deveria entrar em operação.

O edital revela ainda que a “constante modificação dos padrões de sinais” é um dos motivos que levam a Seap a promover a substituição dos equipamentos, “que já não atendem aos novos padrões de transmissão”.

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