Bebê que nasceu prematuro em banheiro de prédio no Flamengo passa bem

Com 34 semanas, criança chegou a cair no vaso sanitário em meio à confusão; segundo assessoria de saúde, mãe e filho passam bem e seguem internados no Miguel Couto

Por O Dia

Rio - O bebê que nasceu prematuro na noite desta segunda-feira em meio à confusão na reintegração de posse do prédio do Flamengo, na Zona Sul do Rio, está internado na UTI neonatal do Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e "passa bem". 

Fogo e tumulto marcam reintegração de posse no Flamengo

Segundo a assessoria da unidade, o menino nasceu com 34 semanas, pouco mais de 1 quilo e meio e 40 centímetros. Ele está passando por exames e respira sem ajuda de aparelhos. De acordo com o hospital, a mãe, Fernanda Aldeir da Silva Pessoa, de 34 anosm, e o filho passam bem. Ainda não há previsão de alta para os dois. 

Reintegração de posse em prédio de Eike Batista no Flamengo é marcada por tumulto Onofre Veras / Parceiros / Agência O Dia

Fernanda deu à luz o filho durante o tumulto que começou com o cerco ao prédio, na noite desta segunda-feira. Segundo testemunhas, o bebê chegou a cair no vaso sanitário. Fernanda e a criança foram levadas para a UPA próxima ao local e de lá foram encaminhadas para o Hospital Municipal Miguel Couto. Este é o quinto filho de Fernanda.

Indignado, Sandro Souza, o pai da criança, responsabilizou a polícia pelo nascimento prematuro de seu filho. "Meu filho nasceu prematuro por causa da confusão iniciada pela polícia. E ele está lá entre a vida e a morte. Tem que remover ladrão, traficante, não movimentação de quem quer morar. A gente só quer nosso direito. Meu filho nasceu dentro de um vaso sanitário, por causa de um filho da p... que ameaçou bater na minha mulher grávida", desabafou.

Outras duas pessoas foram levadas para a Unidade de Pronto Atendimento: uma delas teve um ataque epilético e uma mulher caiu e bateu com a testa no chão no meio da confusão. 

Tumulto começou após incêndio na varanda do prédio

A desocupação do edifício começou na manhã desta terça-feira, após negociações entre a PM e o grupo que ocupava o local. No entanto, um tumulto começou depois que colchões foram incendidados na varanda do primeiro andar. Houve tumulto e correria e os PMs chegaram a usar spray d epimenta para dispersar as pessoas. Dois homens e uma mulher  — que, segundo a corporação, lançaram pedras contra os policiais — foram detidos na confusão. 

Os bombeiros tiveram que entrar no edifício para conter o fogo, com o apoio de policiais do Batalhão de Choque. O comandante do 2º BPM (Botafogo), disse que a PM só agiu porque houve o foco de incêndio. "Não houve atitude enérgica nenhuma, a polícia só liberou a entrada do Corpo de Bombeiros para apagar o incêndio. As pessoas saíram com a Defensoria Pública de forma pacífica, ninguém foi retirado do prédio".

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