Proximidade de almoxarifado olímpico exige que PM ocupe favela da Baixada

Vila Operária, em Duque de Caxias, era um dos pontos de venda de droga mais antigos na região e foi ocupada na sexta

Por O Dia

Rio - Ocorrida na última sexta-feira, a ocupação pela Polícia Militar da Vila Operária, em Duque de Caxias, é uma espécie de legado prévio da Olimpíada. A operação ocorreu porque nas proximidades da favela está sendo erguido o galpão que funcionará como almoxarifado de todo o material dos Jogos de 2016.

A presença de um dos mais antigos pontos de venda de droga da Baixada Fluminense comprometeria as operações necessárias para a realização das competições.

Companhia
Na Vila Operária, será instalada uma companhia da PM que terá 200 homens. 

Os irmãos
Weslei Gonçalves Pereira (PT), que acaba de assumir a Prefeitura de Itaguaí, empregou dois irmãos do policial federal Alexandre José Aranha de Siqueira e Lima.

Doação e investigação
O agente participou das investigações que geraram o afastamento do prefeito Luciano Mota (PSDB). Em 2012, Lima doou R$ 11.850 para a chapa que venceria a eleição. Procurada pelo Informe a prefeitura não se manifestou.

Romário vota contra
O senador Romário (PSB) entrou na briga contra o projeto de lei que libera as terceirizações. Em seu Twitter, disse que votará contra a proposta: citou o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística), que compara a prática à escravidão.

Obras federais
As concessionárias da Via Dutra e da BR-101/Norte entregarão em maio os projetos executivos para melhorias que incluem uma nova descida da Serra das Araras. Em reunião com Pezão, Antonio Carlos Rodrigues, ministro dos Transportes, disse que o governo federal viabilizará as obras.

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