Por felipe.martins

Rio - A comerciante Cláudia Rocha, de 44 anos, foi morta com um tiro na cabeça no início da noite de terça-feira na Vila do João, Complexo da Maré. Ela teria sido atingida quando estava na janela de casa durante um tiroteio entre militares do Exército e traficantes de drogas. O corpo da comerciante, que tinha uma loja de roupas na comunidade — a Cláudia Modas —, foi encontrado dentro da sala dela por homens da Força de Pacificação. Em relatos nas redes sociais, moradores da Maré contaram que Cláudia chegou a ser advertida por suas amigas, que estavam na casa dela, para sair da janela por causa dos tiros, mas foi atingida antes.

Cláudia estava na janela de casa e não conseguiu escapar dos tirosReprodução

De acordo com nota emitida pelo Exército, os militares estavam em patrulhamento, próximo à Travessa 13, quando foram atacados por suspeitos com disparos de fuzil e pistola e revidaram. Logo depois do confronto, os soldados foram alertados por moradores de que Cláudia teria sido baleada. Ainda segundo a versão da Assessoria de Imprensa da Força de Pacificação, a vítima estaria ‘numa posição afastada e à retaguarda da tropa, quando foi atingida’.

Cláudia foi baleada na Rua 2, próximo à principal via da Vila do João. Pouco antes de ela ser baleada, moradores relatavam intensos tiroteios em diferentes localidades do conjunto de favelas — como Pinheiro e Morro do Timbau. A Delegacia de Homicídios da Capital (DH) realizou perícia de local e vai ouvir os militares envolvidos no confronto para tentar descobrir de onde partiu o tiro que matou a comerciante.

No mesmo comunicado, a Força de Pacificação defendeu a atuação da tropa na Maré. “A Força de Pacificação tem priorizado, em todas as situações, a segurança da população. Seus integrantes passam por treinamento constante e são militares profissionais com experiências adquiridas no Haiti e na pacificação dos complexos do Alemão e da Penha. Por fim, a Força de Pacificação continuará empreendendo esforços para garantir a segurança da população e desarticular as facções criminosas na área da Maré”, diz a nota.

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