Por felipe.martins

Rio - A Corregedoria da Defensoria Pública vai apurar o envolvimento do defensor Adilson da Costa Azevedo na rede de corrupção de Búzios. Ele é acusado pelo Ministério Público de desviar R$ 200 mil dos cofres do município, como publicou ontem com exclusividade a coluna Justiça e Cidadania, do DIA.

Segundo denúncia do subprocurador-geral de Justiça de Assuntos Institucionais e Judiciais, Alexandre Araripe Marinho, enviada à Justiça, a cortina de fumaça para liberar a verba foi uma ação judicial movida pela Fundação Bem-Te-Vi, em 2006, presidida por Ruy Ferreira Borba Filho — então chefe de Planejamento, Orçamento e Gestão do Executivo.

No processo, a entidade reivindicava indenização por falta de pagamento. Mas o repasse de R$ 20 mil foi suspenso porque a prefeitura identificou irregularidades no contrato e falta de prestação de contas. Mesmo diante do parecer do seu antecessor à frente da procuradoria-geral, Natalino Gomes de Souza Filho, Azevedo firmou um acordo, em 2009, para pagar a ‘indenização’ que nunca existiu.

Ruy e Azevedo foram denunciados por peculato. A pena varia de dois a 12 anos de prisão. Azevedo vai responder pelo crime de patrocínio infiel. A pena varia de seis meses a três anos de detenção. Borba chegou a ser detido quinta-feira na Operação Curriculum Vitae, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI).

A prisão foi resultado de outra denúncia na qual ele é acusado, como secretário municipal entre 2009 e 2012, de liderar grupo que simulava negociações bancárias e sonegação fiscal, avaliadas em R$ 16 milhões. Ele foi solto sexta-feira, após habeas corpus do Tribunal de Justiça.

Você pode gostar