Por paloma.savedra

Rio - Os casos de homicídios no Estado do Rio, em março, somaram 384, enquanto, no mesmo mês de 2014, tinham sido registrados 510, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). A redução foi da ordem de 24,7%. O indicador apresentou no mês o segundo menor número de vítimas de toda a série histórica para março, só superado pelo mesmo mês de 2011, com 381 mortes. A série histórica foi iniciada em 1991. Foi o terceiro mês seguido de queda nos homicídios dolosos.

Por outro lado, a Secretaria de Segurança ainda não conseguiu reverter a tendência de crescimento dos autos de resistência nas estatísticas. Esse item registra as mortes pelas mãos da polícia. No primeiro trimestre deste ano, foram computados 201 autos de resistência, contra 152 no mesmo período do ano passado, uma alta de 32,24%.

Outro dado preocupante é o de roubo a pedestres. Os números apresentam estabilidade no trimestre, mas em patamar bem alto — foram 20.195 registros em 2014 e 19.639 este ano, queda de 2,75%. Ontem, pelo menos três pessoas foram baleadas em tentativas de assalto na capital. Duas morreram.Também subiram os roubos de carga nos três primeiros meses de 2015, na comparação com o mesmo período do ano passado (alta de 26, 8%), atingindo 1.787 casos. Investigações da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas apontam para a região da Avenida Brasil e da Rodovia Washington Luís, nas proximidades do Complexo da Pedreira, como a área mais crítica em roubos de cargas. Parte das ações seria coordenada pelo traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy.

Os dados do ISP mostram, por outro lado, redução significativa no número de estupros no estado. Em 2014, foram 1589 casos no primeiro trimestre. O dado caiu 20%, na soma de janeiro, fevereiro e março, com 1270 registros.

O roubo a comércio também teve uma queda representativa no trimestre, de acordo com o estudo do ISP. Os dados recuaram de 2275 casos para 1826 registros em todo o Estado do Rio, o que significa queda de 19,73%.

O latrocínio, ou roubo seguido de morte, caiu no trimestre — de 41 casos para 37 —, mas, em março, os registros subiram de 10 para 15 casos, o que representa alta de 50% de assassinatos decorrentes de assaltos.

Confira os números:

• Homicídio Decorrente de Intervenção Policial (Auto de Resistência) – Aumento de 8 casos: 46 em 2014 – 54 em 2015. (Não é considerado cálculo percentual, devido ao número de casos).
• Roubo de Veículo - Redução de 2,8% (2.947 em 2014 - 2.865 em 2015).
• Roubo a Transeunte - Redução de 11,9% (7.015 em 2014 - 6.183 em 2015).
• Roubo de Rua - Redução de 6,3% (8.209 em 2014 - 7.695 em 2015).
• Roubo a Residência - Redução de 15,2% (125 em 2014 - 106 em 2015).
• Roubo a Estabelecimento Comercial - Redução de 22,0% (773 em 2014 - 603 em 2015).
• Estupro – Redução de 8,4% (479 em 2014 – 439 em 2015).

Indicadores de produtividade do trabalho policial (março de 2015):

• Apreensão de drogas – Aumento de 22,9% (2.046 em 2014 – 2.514 em 2015).
• Armas Apreendidas – Aumento de 15,8% (759 em 2014 – 879 em 2015).
• Recuperação de veículos – Redução de 1,9% (2.355 em 2014 – 2.310 em 2015).
• Cumprimento de Mandado de Prisão – Aumento de 13,4% (1.542 em 2014 – 1.748 em 2015).
• Prisões – Aumento de 17,2% (2.677 em 2014 – 3.138 em 2015).
• Apreensão de adolescentes – Aumento de 21,5% (632 em 2014 – 768 em 2015).

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