Por felipe.martins

Rio - De investigador a suspeito. Um agente da Polícia Federal que participou das operações que levaram ao afastamento do prefeito de Itaguaí, Luciano Mota (PSDB), sob acusação de fraude e lavagem de dinheiro, está na mira da Justiça. De acordo com denúncia feita nesta terça-feira pelo ‘Informe do Dia’, dois irmãos do policial federal Alexandre José Aranha de Siqueira Lima foram nomeados pelo atual prefeito, Weslei Pereira (PT), com salários de R$ 15 mil cada um.

Carlos Alberto Aranha de Siqueira Lima é o novo secretário de Esportes do município, enquanto Luís Felipe Aranha de Siqueira Lima foi escalado para chefiar a Secretaria de Governo. Em vídeos exibidos ontem no ‘RJTV’, o agente parece ter relação bem próxima ao novo prefeito. Na cerimônia de posse, chegou a ser homenageado por vereadores na Câmara de Itaguaí.

Wesley assumiu o cargo dia 30 de março, quando o ex-prefeito foi destituído por suspeita de chefiar uma quadrilha que desviava verbas do SUS e royalties do petróleo. Em 2014, Aranha participou da operação que apreendeu a Ferrari usada pelo ex-prefeito. Em vez da sede da PF, o carro de luxo foi parar na pousada da irmã do agente. Fotos exibidas pelo ‘RJTV’ mostram Aranha ao lado do veículo. O agente aparece como um dos quatro maiores doadores individuais (pessoa física) da campanha de Luciano Mota, em 2012: contribuiu com R$ 11.850, segundo o TSE. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cobrou investigações do Ministério Público Federal e da própria Polícia Federal.

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