'Não ia com a cara dele', diz filha de dançarina de funk assassinada

Bastante abalada, menina de 11 anos admite que tinha restrições com Milton Vieira, assassino de Amanda Bueno

Por O Dia

Rio - Após a repercussão do assassinato de Amanda Bueno, morta na última quinta-feira, a filha dela, 11 anos, comentou a relação da mãe com o suspeito do crime, Milton Severiano Vieira. "Eu não ia com a cara dele desde o primeiro dia que eu vi. O jeito dele, a cara dele, eu não gostei muito”, disse a menina em entrevista a TV Anhanguera, de Goiás. 

Amanda foi morta na última quinta-feiraReprodução Internet

A garota mora em Goiânia com a avó e outros familiares de Amanda. Durante a entrevista, o sobrinho da dançarina André Silva também comentou o fato. "Aquele cara (o Milton) foi um covarde, não teve atitude de homem, foi um moleque. Espero Justiça”, afirmou. 

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A ex-dançarina do grupo "Jaula das Gostozudas" teria sido morta após descobrir uma relação extra conjugal do companheiro, segundo informou o delegado Fábio Salvadoretti. Ainda de acordo com o delegado, Milton tinha duas passagens pela polícia por crime de violência doméstica. Ele revelou que duas ex-mulheres do acusado estiveram na DHBF e traçaram o perfil de comportamento do empresário de vans como um homem agressivo, principalmente quando fazia uso de bebida alcoólica. A polícia acredita que ele estivesse sob efeito de álcool no momento crime.

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Câmeras de segurança flagraram que Milton rendeu um vizinho seu, policial militar, e roubou o carro Gol cinza dele após cometer o crime. Para intimidar o PM, o assassino deu dois tiros de escopeta para o chão e fugiu com o veículo. Por volta das 22h, o carro foi atingido na traseira por Voyage preto, no Km 199 da pista sentido Rio da Rodovia Presidente Dutra, em Queimados, na Baixada Fluminense. Segundo o grupo de cinco estudantes universitários de Guarulhos, na Grande São Paulo, que vinham passar o feriadão no Rio, a colisão ocorreu porque o Gol estava parado e apagado no meio da estrada.

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