Motorista do 918 esfaqueia passageiro em Cascadura

Depois de não ter parado no ponto e de ouvir reclamação, condutor desceu do ônibus e atacou com uma faca Alberto Luiz Reis da Silva

Por O Dia

Alberto quer processar empresaReprodução

Rio - Alberto Luiz Reis da Silva, de 29 anos, foi esfaqueado no sábado, à noite, por um motorista da linha 918 (Bangu/Bonsucesso), da Auto Viação Jabour, após uma discussão. Ele foi atendido no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, e já está em casa. O condutor fugiu. Ele se chamaria Vagner. O caso está na 29ª DP (Madureira).

Alberto, atingido no rosto e nas costas, só consegue consumir alimentos pastosos e líquidos. Ele teve um corte grande na bochecha esquerda e outro, de alto a baixo, nas costas.

Alberto seguia para o trabalho, na Vila da Penha, quando tudo aconteceu. O crime foi no ponto de ônibus na Rua Carolina Machado 622, Cascadura, às 20h30.

Segundo Alberto, minutos antes de ser atacado, ele fez sinal para o motorista, que não parou. A vítima esperava o coletivo em Marechal Hermes. Como o próximo ônibus que passou passaria em um ponto do 918, ele entrou nesse carro, desceu em Cascadura e conseguiu alcançar o coletivo que havia perdido.

“Pedi, então, para o motorista abrir a porta de trás. Expliquei a ele que não tinha dinheiro para pagar a passagem porque tive que pegar outro ônibus até ali, já que ele não parou no outro ponto quando fiz sinal. Também falei que ele estava errado e que tinha que atender o sinal dos passageiros. Ele se negou a abrir a porta, desligou o ônibus e desceu”, contou Alberto, que se aproximou do condutor.

“Nessa hora, ele tirou a faca do bolso e me feriu no rosto. Quando eu corri, ele me esfaqueou pelas costas e correu. Foi um horror. O ônibus estava cheio”, lembrou Alberto, que pretende processar a Auto Viação Jabour.
Alberto recebeu os primeiros socorros de policiais civis que passavam pelo local, até uma ambulância do Samu chegar. “A médica disse que eu nasci de novo. Agora, vou ficar um período sem trabalhar e sem ganhar dinheiro”, contou ele.

A Viação Jabour foi procurada, mas não havia responsável para falar sobre o caso, segundo uma pessoa que atendeu ao telefonema do DIA.

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