Baile funk no Alemão pode ser liberado pelo comando de UPPs

PM cobra 'responsabilidade e segurança'

Por O Dia

Rio - Depois da Babilônia, pode ser a vez do Complexo do Alemão ter os bailes funk liberados. De acordo com o porta-voz das UPPs, major Marcelo Corbage, haverá uma reunião, na quinta-feira, com líderes das comunidades da região para discutir o assunto. Segundo ele, a polícia não tem problema com este tipo de evento, desde que haja “segurança e responsabilidade”.

“Estamos fazendo um trabalho com as lideranças para identificar os possíveis locais onde podem ser realizados (os bailes). Existe um projeto, da secretaria (estadual) de Cultura, chamado Favela Criativa, que tem como objetivo injetar R$ 12 milhões para o fomento cultural dessas comunidades. E o funk é algo que atinge diretamente o público jovem. Não somos contra nenhum tipo de reunião comunitária e evento”, afirmou o oficial.

O anúncio de um possível retorno dos bailes no Alemão foi feito durante uma reunião que teve a presença de lideranças, os deputados Alessandro Molon e Carlos Minc (PT) e o comandante-geral da UPP, coronel Luís Claudio Laviano. Os parlamentares cobraram a falta de estrutura da Ouvidoria. São 20 pessoas — cinco por dia — para atender 38 UPPs. “Uma ouvidoria simplesmente itinerante não atende à necessidade. É preciso criar canais permanentes para que essas denúncias cheguem e (as informações) sejam apuradas”, afirmou Molon.

A moradora Rafaela Bernadinho, 22 anos, que mora no Chuveirinho, contou no encontro que sua irmã foi agredida quando chegava em casa por policiais. “Assim que entrou pelo portão, ela ouviu uma batida forte, que a fez correr. Era um policial. Ela pediu que ele não entrasse. Mas não adiantou. Ele deu socos na testa dela e disse que iria entrar da mesma forma”, contou ela.

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