Vídeo: Flamenguista é espancado de forma covarde por grupo

Vídeo mostra cerca de 40 homens agredindo vítima em Mesquita, que acusa integrantes da torcida vascaína

Por O Dia

Luiz Fernando%2C com hematomas%2C diz que saía do carro para comprar carne para churrasco quando foi atacado por homens que o espancaramDivulgação

Rio - 'Pela quantidade de golpes, não sei como escapei da morte. Fui espancado por covardes”. O desabafo indignado é do instrutor de autoescola Luiz Fernando de Souza Patrocínio, de 38 anos, agredido por cerca de 40 homens, segundo ele, torcedores do Vasco, na tarde de domingo, no Centro de Mesquita, na Baixada Fluminense.

Luiz Fernando contou que o grupo o atacou porque ele vestia camisa do Flamengo. Mesmo desacordado por causa das agressões, ele diz que foi atingido, já caído no chão, com socos e pontapés. Policiais da 53ª DP (Mesquita) que investigam o caso analisam imagens e irão ouvir a vítima, além de testemunhas que auxiliem na identificação dos autores.

“Eu e quatro amigos fomos comprar carne numa feira em Mesquita para um churrasco. Ao descer do carro, dei de frente com torcedores do Vasco e fui hostilizado. Um amigo foi agredido e conseguiu correr, mas acabei sendo pego e espancado a pauladas, socos e chutes. Me jogaram até pneus”, lamentou a vítima, com vários hematomas.

O carro onde estavam três outros amigos teve os parabrisa traseiro apedrejado. “Eles conseguiram fugir com o carro. Mesmo caído no chão, chutaram minha cabeça. Estou muito machucado”, comentou Luiz Fernando, morador de Nova Iguaçu.

Após ser espancado por quase dois minutos, ele permaneceu caído no chão até a chegada dos bombeiros, que o levaram para o Hospital da Posse. Ele teve alta na noite de segunda-feira. Luiz Fernando, que contou ter feito parte há dez anos da torcida organizada Raça Fla, disse que vai proibir o filho de 11 anos de usar camisa de time nas ruas. “O trauma é grande. É covardia”, disse.

Segundo o comandante do 20° BPM (Mesquita), tenente-coronel Marcus Vinicius dos Santos Amaral, o batalhão não foi acionado no momento da briga. “Não há esquema especial para escoltar torcedores. Nos dias de jogos fazemos policiamento reforçado próximo de estações de trem em pontos de ônibus. Este fato foi isolado, pois aqui em Mesquita praticamente não há mais conflitos entre torcidas”, garantiu.

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