Por paloma.savedra

Rio - Dois imóveis — dos cinco atingidos por um incêndio na Saara na manhã desta quinta-feira — permanecerão interditados devido ao risco de desabamento. Segundo o engenheiro da Defesa Civil, Luiz André Alves, a medida é necessária e ainda não há previsão de reabertura dos edifícios. 

GALERIA: Incêndio atinge lojas na Saara

Fogo atinge cinco imóveis na Saara

O fogo atingiu cinco imóveis da região: na Rua da Alfândega 325, 327, 329, que formam a loja Caçula, onde começou o fogo, e posteriormente as lojas da Rua Senhor dos Passos, nos números 240 e 242. Segundo o engenheiro, a Caçula está fechado e dois sobrados que o compõem já foram demolidos pela Defesa Civil. Segundo o engenheiro, o terceiro também será demolido por questões de segurança. 

Escadas magirus foram usadas no combate as chamasFoto%3A Severino Silva / Agência O Dia

"Estamos fazendo agora a limpeza dos escombros, dos prédios e imóveis", afirmou o engenheiro. "Parte dos imóveis está interditado porque ainda há risco de desabamento", declarou Alves.

Fogo fechou 200 lojas da região

O incêndio fez com que 200 lojas fechassem nesta quinta-feira. Apesar de não ter uma estimativa de prejuízo, o diretor de comunicação da Saara, Luiz Antônio Bap, afirmou que o período que antecede o Dia das Mães é o segundo maior de vendas, atrás apenas do Natal.

"Esses 200 imóveis, entre lojas e sobrados, formam um quarteirão fechado. É um quarto da Saara", disse Luiz, que acredita que a situação será normalizada nesta sexta-feira. 

Fogo começou na madrugada

O incêndio de grandes proporções começou na madrugada e foi controlado por volta das 8h30. Os bombeiros ainda estão no local para o trabalho de rescaldo. Não houve feridos.

Bombeiros de cinco quartéis — Central, do Caju, de Copacabana, Vila Isabel e São Cristóvão — foram acionados para a ocorrência com o auxílio de 60 militares, 16 viaturas e pelo menos duas escadas magirus. Eles foram acionados às 5h.

Entretanto, Luiz Antônio Bap disse que vigilantes que trabalham nas ruas da região disseram que o Corpo de Bombeiros só chegou ao local cerca de 25 minutos depois de ser acionado, apesar da proximidade com o Quartel Central. O subcomandante da corporação, Ronaldo Alcântara, negou a demora. Segundo Bap, o possível atraso será averiguado, já que o prejuízo poderia ser menor.

Uma multidão, entre curiosos e funcionários das lojas atingidas pelo fogo, se aglomera em torno do local do incêndio. A CET-Rio orienta os motoristas que trafegam na região.

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